4 de agosto de 2010

Persépolis - a jóia da Pérsia

As ruínas de Persépolis, antiga capital da Pérsia, são realmente impressionantes, especialmente considerando que estas construções foram erguidas há mais de 2500 anos. Persépolis foi declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO em 1979 (link).

Visões incríveis dos vestígios das antigas e influentes civilizações.





Há o registro de diversas "personalidades" que visitaram Persépolis ao longo das últimas décadas. Nesta inscrição: um dos assessores de Hitler.








A engenharia das junções das peças.

Culinária Iraniana

É engraçado, mas pesquisando na internet sobre a culinária iraniana você só encontra elogios e uma lista enorme de opções. A verdade é que na prática os restaurantes servem praticamente sempre a mesma meia dúzia de pratos, variando de acordo com a região ou cidade.

Você pode considerar que a lista é mais extensa se considerar todos os KEBABS listados nos menus dos restaurantes. KEBAB nada mais é que um churrasquinho e no Iran é servido no estilo "espetinho de gato". Neste caso você encontrará muitas "opções" no cardápio: kebab de frango, kebab de peixe, kebab de carneiro, kebab de camelo, etc. Normalmente vem servido com muito arroz (e um tablete de manteiga para derreter junto) e um tomate assado inteiro com casca.

Prato tradicional de kebab iraniano.
Os pratos acompanham SEMPRE limão e cebola crua.


Este foi um dos melhores kebabs que comemos no Irã. Veio acompanhado de batata frita, legumes cozidos e arroz temperado. Mas foi único e só encontramos em Teerã.


Em outros países o kebab pode ser encontrado de outras formas, a mais popular é no estilo de um "churrascão", e lascas são fatiadas e colocadas no pão - estilo fast-food / hamburguer. Este estilo não encontramos no Irã, mas é muito comum de encontrar nas ruas menos turísticas da Europa.








Alguns outros pratos iranianos:



O BERYANI é um prato que parece um hamburguer, feito com carne de carneiro e é servido com pão. É até gostosinho. Bom para variar um pouco. Ao lado do hamburguer vem um "farelinho" de carne também que tinha gosto de fígado ou algo assim.

TAH-CHIN: Prato constituído de arroz com ovos e iogurte no formato de um bolo. Por baixo tem um frango com molho de tomate. Acompanha repolho roxo em conserva extremamente ácido e que deixou esta cor rosada no prato.

FESENJAN é um prato com "bolas" de carne e molho de romã com noz. Muito gostoso mas difícil de encontrar nos restaurantes. É uma refeição comum nas famílias.

DIZI: Um prato bastante típico da Pérsia é o Dizi: um ensopado de carneiro e grão de bico. Quando servido, separa-se o caldo para comer com pão (que deve ser picado e jogado dentro da "sopa") e faz-se um "amassado" com os elementos sólidos (carne, grão de bico, tomate, cebola, alho, batata, ervilha).



Veja a "arte" do preparo com o "gourmet" Rafael no vídeo abaixo, auxiliado pelo Guilherme e comentado pelos demais do grupo:

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Outra característica curiosa da culinária iraniana é que apesar da enorme variedade de temperos e ervas, a maioria dos pratos vem com pouco sal. Para o paladar brasileiro é sempre necessário recorrer ao saleiro.


DOCES

Os doces são uma atração a parte. Há realmente muita variedade. Eu particularmente adorei o docinho branco com pistache e que parece o nosso torrone brasileiro, mas muito melhor.

Docinho de pistache - delicioso!


Confeitaria


3 de agosto de 2010

We are POP STAR 2

Conforme relatei na viagem para a Índia (We are POP STAR), há também no Irã certa fascinação pelos ocidentais. O que percebi de diferente é que o fascínio não é só pela cor de pele e cabelo como na Índia, mas pela possibilidade de contato com o ocidente, pelas informações que eles não dispõem e pela vida que eles imaginam que temos.

O que é mais tranquilo aqui é que os grupos que me abordavam eram essencialmente de mulheres, ou mulheres acompanhadas. Nunca apenas homens vieram conversar comigo. Neste caso o faziam diretamente com o Rafael. Na India a intrusão era de qualquer sexo.

Algumas mulheres após saberem que eu era casada, queriam saber se eu não tinha uma irmã solteira para casar com algum parente delas. Ficaram muito tristes de saber que minha única irmã também já era casada. ;-)

Então o recado para as solteiras está dado: querendo casar é só ir para a Índia ou Irã. O passe por lá está valorizado. hehehe


Estas meninas não falavam nada de inglês. Pediram-me um foto apenas com mímica.



As casamenteiras em busca de uma loirinha para seus parentes solteiros.

Grupo de estudantes de inglês

A moda islâmica na prática - como se vestir no Irã

Para preparar a mala é fácil: leve camisetes longas (que cubram o bumbum) e também de mangas longas. Os braços não podem aparecer, mas nada impede que você puxe as mangas um pouco para refrescar. As calças podem ser de todo tipo, inclusive um jeans mais apertado, só não apele para lycras colantes, apesar de vez ou outra também ser encontrada nas áreas mais modernas de Teerã.

Quanto aos sapatos, há de todo o tipo, desde os mais fechados até as sandálias abertas. Disseram-me que saltos altos não são permitidos, mas sempre vejo mulheres usando saltos até em trilhas. Na dúvida não custa usar uns baixinhos, já que as calçadas nem sempre estão em ótimo estado.

Para cobrir a cabeça, leve lenços leves para aguentar o verão Iraniano acima dos 40 graus Celsius. Para o inverno, será ótimo ter uns cachecóis mais espessos para esquentar as orelhas. Lembre-se que no Irã você não precisa tapar toda a cabeça e os cabelos normalmente aparecem na parte da frente. 

Os homens estão "quase" liberados no vestuário: regatas e bermuda não são permitidos na rua.

Para ver mais fotos de mulheres iranianas, acesse: Iran Woman Dress Code

Veja alguns modelitos das locais:



Eu e 4 iranianas de férias em Esfahan. Muitas cores neste grupo.


Grupo de Iranianos que pediu para bater fotos conosco. Os homens gostam muito de baby-looks e calças justas. Nesta foto da esquerda para a direita: iraniana 1, Thomaz (Brasil), Guilherme (Brasil), iraniano 2, Rafael (Brasil), iraniana 3 e iraniano 4.


Como vestir um CHADOR:

Não adianta: se você quiser conhecer os locais mais sagrados do Irã, terá que vestir este pretinho básico! Ou fica de fora. Em Mash'had eu entrei na moda local. Veja o vídeo abaixo:





A moda islâmica - conceitos

Depois destas férias no Irã, comecei a entender a diferença dos diversos trajes femininos no mundo islâmico. Antes, para mim, era tudo igual: panos pretos cobrindo tudo ou quase tudo.
No Irã, é possível ver quase todo o tipo de vestimenta (dentro dos padrões existentes e aceitáveis), apesar de eu quase não ter visto ninguém de burca.
Vamos aos modelitos:

O HIJAB é o modelo mais "moderninho". Pode ser usado com cores distintas e estampas. É muito comum o uso de lenços quadrados, dobrados ao meio e com as pontas amarradas abaixo do pescoço.








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O estilo AL-AMIRA é composto de 2 peças: uma mais colante a cabeça, parecendo um capuz, e outra parte mais solta por cima no formato de um tubo. Normalmente a parte colante nas moças jovens é colorida e a parte solta é preta.

O estilo SHAYLA também era chamado no Irã de HIJAB e nada mais é do que um longo lenço retangular colocado sobre a cabeça e com as pontas jogadas sobre os ombros. Este foi o modelo adotado por mim, por ser fácil de adaptação: basta pegar um cachecol (fino) e enrolar na cabeça e pescoço.

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O KHIMAR é tipo o capuz e normalmente é de cor preta. Parece ser de uso bem prático: tipo "vestir uma camiseta, mas ficar com a cabeça entalada".

Tive o prazer de experimentar um CHADOR nesta viagem. Algumas mesquitas exigem este traje para que as mulheres entrem. Nada mais é que um grande lençol (normalmente preto) cortado no formato de meia lua. Você pega o lençol, cobre-se desde a cabeça até os pés com ele e segura por dentro com as mãos para não abrir. Poderiam inventar uns grampos ou botões para facilitar...

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Este modelo estilo "sobretudo", JILBAB, deve ser ótimo para o inverno. Não vi muito no calor do verão do Irã.









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A BURCA  é um dos modelos mais polêmicos. Dentro deste traje você pode ter qualquer "coisa", inclusive o Osama Bin Laden circulando livremente. Por uma pequena tela, o ser existente dentro desta roupa tenta observar o mundo lá fora. Não vi ninguém no Irã com este modelo. Parece que é mais adotado no Afeganistão.

O NIQAB cobre toda a mulher exceto os olhos. Muitas aproveitam
para, do pouco que podem mostrar, colocar bastante maquiagem. Além disso, é hilário ver alguém com estes trajes e óculos escuros! É a própria caricatura do "homem invisível".



Homem Invisível: inspiração para os modelos mais conservadores.
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Fotos no Irã

25 de julho de 2010

Primeiras impressoes do Ira

Após 7 horas e meia de fuso e dias de insônia noturna e sono diurno, aqui estou para passar minhas primeiras impressões.
O Irã surpreende: as cidades são limpas e as pessoas muito simpáticas. Como na Índia (porém em menor proporção), as pessoas adoram os estrangeiros e querem tirar fotos comigo. Acham que sou artista. É engraçado e aproveitamos para tirar também muitas fotos com os grupos que nos abordam. Aqui especialmente as mulheres querem conversar e tirar fotos comigo. Os homens não chegam muito e quando o fazem normalmente só conversam com os meninos.
O grande impacto foi a chegada: já no avião todas as mulheres pouco antes do avião pousar, começaram a se "transformar". Os véus foram sendo colocados e eu também entrei nessa. Senti-me perdendo um pouco da minha identidade... Isso foi muito louco de ver nas ruas. Todas as mulheres de lenço e a maior parte com o "chador": aquela roupinha em homenagem ao Batman (preto dos pés a cabeça). Não teria maiores problemas com isso no dia a dia não fosse o calor de mais de 40 graus. É torturante o uso de um cachecol ao redor da cabeça e do pescoço, somado ao fato que você esta de calças e mangas compridas.
Vou levando o dia a dia assim: lutando contra o calor, mas aproveitando muito este país que está surpreendendo.
Depois conto sobre as cidades e os detalhes surpreendentes.

14 de julho de 2010

Mapa do Irã e principais cidades


Caso eu não volte, procurem o corpo em uma destas cidades: Tehran (Teerã), Mashhad, Esfahan (alguem leu o livro O FÍSICO? É nesta cidade que a história acontece), Yazd, Shiraz e Persépolis. Por estas cidades estarei circulando nas próximas 2 semanas.

Gente: é brincadeira, viu? Mas que a galera apavora quando eu digo que estou indo para o Irã, não é pouca coisa não! Vai ser como quando fui para a India: antes de ir ninguem nem se imaginava lá, mas depois ficou todo mundo com vontade de fazer o mesmo. ;-)
Vamos quebrar outro paradigma! (...ou não)
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11 de julho de 2010

Preparativos para o Irã


Do que pesquisei sobre o Irã, algumas peculiaridades e advertências chamaram-me a atenção, outras eu até já sabia a partir do que conheci sobre o islamismo na India:
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Povo e língua: É uma ofensa para o iranianos confundi-los ou chamá-los de árabes. Iranianos são persas e não árabes. Tanto é assim que o país não fala Árabe e sim Farsi.
Religião: a maioria da população é muçulmana xiita (quase 90%). A maioria dos muçulmanos do planeta é sunita. Curiosamente a constituição iraniana reconhece três minorias religiosas: os zoroastrianos, os cristãos e os judeus. Não é bastante curioso este último?
Culinária: os iranianos preferem chá a café. Inclusive as casas de chá são atrações turísticas imperdíveis neste país. Arroz e pão são presença constante nos pratos, e as carnes mais comuns são a ovelha e o carneiro. Carne de porco não é consumida devido à religião islâmica.
Bebidas alcóolicas: proibidas devido à religião.
Roupas: As mulheres devem usar roupas folgadas, que não marquem o corpo, sendo que apenas as mãos, os pés e o rosto podem estar a mostra. A parte de cima do vestuário deve ser comprida suficiente para cobrir o bumbum. O lenço sobre a cabeça é obrigatório, mesmo para as estrangeiras. A ausência do véu pode resultar em pena de algumas chibatadas; no entanto estrangeiras são orientadas de maneira cordial caso algo esteja incorreto no vestuário. Os homens podem usar camisetas de mangas curtas (evite regata), mas também não podem usar bermudas.
Tensão elétrica: 220 volts, 50 hertz. Os plugues são do tipo 2 pinos redondos.
Moeda local: É chamado iraniano Rial (IR). As notas são no valor de IR 20,000, 10,000, 5000, 2000, 1000, 500, 200 and 100. As moedas estão nas denominações de IR 500, 250, 100, 50, 20, 10 e 5. A grande "pegadinha" é que a negociação é feita em Toman e 1 Toman = 10 IR.
Cartão de crédito: não funciona!!!!!!!!!!!!! Só cash (então leve muito dim dim)!
Dias úteis e finais de semana: O final de semana no Irã é na quinta e sexta-feira!

4 de julho de 2010

Programa sobre o Irã

AVISO: os vídeos anexados nesta postagem saíram do ar no YouTube! Desculpem o inconveniente, mas deixarei os link ainda aqui no blog para o caso de voltarem a funcionar.


Fazendo algumas pesquisas sobre o Irã na internet, descobri um programa muito bacana da Multishow sobre viagens em países incomuns. O nome é sugestivo: "Não conta lá em casa". Por que será? ;-)
Existem 3 episódios sobre o Irã e compartilho aqui no blog os vídeos. Infelizmente como o Youtube só permite até 10 minutos de exibição, os episódios com pouco mais de 20 minutos cada estão divididos em 3 "mini-vídeos".
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Segue o capítulo 1 deste documentário:

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Capítulo 2:
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Capítulo 3:
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26 de junho de 2010

Irã: por que não?

Ao que tudo indicava, minha próxima viagem com o Rafael apontava para algum país da rota "tradicional", capa de revistas de viagem, e por que não dizer para grandes consumos capitalistas? Estados Unidos estava entre os primeiros colocados, desta vez com foco nas grandes cidades como Nova York, Washington e Los Angeles, porque depois de visitar 3 vezes o Mickey Mouse na Flórida já era hora de conhecer de fato os EUA.

Quando tudo parecia acertado (a princípio) chega-nos um convite inesperado: "que tal Irã?" Um dos amigos do Rafael, decidido a visitar o berço da civilização Persa, lançou o convite entre seus vários contatos. O Rafael mandou-me a pergunta de Brasília via torpedo. Passei o dia com isso na cabeça: EUA/ Nova York ou Irã. Decisão óbvia, não? Estava com minha amiga Meg num barzinho tomando uma taça de vinho (shiraz?*) filosofando sobre a vida e já mais relaxada quando o Rafael me ligou para "sondar". OK OK, vamos para o Irã. Poderei ir a Nova York quando quiser no futuro e também já imagino o que esperar de lá. Já do Irã muito do que sabemos são estereótipos e preconceitos da televisão. Vamos lá conferir a real da situação... Gosto de viajar com um "friozinho na barriga" - ótimo também para equilibrar com o calor de morrer que estará por lá (provavelmente acima dos 40 graus). Com esta estação, nada melhor que estar de calças e mangas compridas, bem como um lindo véu na cabeça para aliviar o calor. ´:-\


Programação de viagem: de 16 de julho a 01 de agosto de 2010. Parada de 2 dias na volta em Istambul/ Turquia.

* shiraz ou syrah: é uma casta de uva tinta muito utilizada para elaboração de vinhos. Há os que acreditam que esta cepa tenha sido trazida por cavaleiros cruzados da antiga Pérsia (hoje Irã) para o sul da França, seu nome se originando da cidade de Shiraz, termo utilizado hoje pelos australianos para designar a uva.


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17 de janeiro de 2010

Fim da Viagem

De Aracaju peguei um vôo para Floripa e o Rafael seguiu viagem de carro para Brasília.

Data de início da viagem: 19/12/2009.
Data de fim da viagem: 10/01/2010.

Mais de 4 mil quilômetros percorridos. O Rafael teve um saldo ainda maior por ter percorrido Aracaju - Brasília: mais 1600 quilômetros.




Exibir mapa ampliado

Cânion do Rio São Francisco


De Aracaju é possível pegar uma excursão para o interior de Sergipe para um passeio de catamarã pelos cânions do Rio São Francisco.
São 3 horas percorrendo o interior do Sergipe, uma região bastante castigada pela seca. O nosso guia falava com indignação da transposição do Rio São Francisco para outros estados do nordeste, quando nada seria feito pelo próprio estado que tem o rio na sua fronteira. De fato a seca é violenta nesta região e é possível ver os animais bebendo de poças barrentas para sobreviver. Triste...

O passeio começa logo perto da barragem da usina hidrelétrica do Xingó. De lá, o catamarã sai para um passeio de 3 horas: 1 hora navegando até chegar ao ponto principal de banhos, 1 hora para banhos e 1 hora de retorno.

A paisagem é muita linda e passamos por cânions impressionantes, com profundidade que chega a 80 metros segundo o guia.


Paredes de pedras acompanham dos dois lados o catamarã


Base flutuante de apoio para os banhos


Base flutuante com piscina de "rede" para quem não sabe nadar.


e para quem sabe nadar, muitos "espaguetes" a disposição.


Cânion principal para banho.

De Recife a Aracaju

De 02/01 a 07/01/2010

O litora mais exuberante, com certeza para mim, é o de Alagoas.
De Maragogi até Maceió é possível percorrer o litoral por uma estrada secundária com fazendas de cocos a beira mar. Este percurso é chamado de Rota Ecológica e ainda está bem preservado por ter partes em estrada de terrra e travessias de rios por balsas.
Nos ficamos uns dias em Maragogi, mas futuramente quero passar uns dias relaxando nas lindas e pequenas pousadas de São Miguel dos Milagres. Lugar excelente para relaxar e andar de bicicleta na areia da praia. Esqueça festas e agitos neste local.


Em uma das paradas que fizemos pela Rota Ecológica

Ao sul de Maceió, a praia que me encantou e que acredito que foi para mim a mais linda da viagem, foi a do Gunga! Esta praia é propriedade particular de um fazendeiro de cocos, mas é cheia de restaurantes. O agito é forte ao redor dos restaurantes, que possuem boa estrutura com chuveiros de água doce e banheiros. Porém o melhor é pegar a mochila e caminhar uns 300 metros para longe dos restaurantes e você já fica no sossego com sombra de coqueiros! Ótimo!



Mirante da Praia do Gunga



Praia do Gunga

De Alagoas pegamos a estrada para Sergipe, para então conhecer a capital Aracaju. Depois de percorrer tantos locais maravilhosos, as praias não eram aqui tão impressionantes. Apesar de uma coisa ser certa: não há lugar com praia com tamanha extensão de areia da estrada para o mar. Cerca de 400 metros segundo um amigo desta cidade. A pessoa chega casada para molhar o pé no mar.
Segundo mais de uma fonte, Aracaju possui o maior IDH do Nordeste Brasileiro. De fato a cidade é muito agradável, segura e com boa qualidade de vida aparentemente. Vimos muita gente andando de bicicleta como meio de transporte.

CULINÁRIA:


Camarão ao molho de coco
Local: praia de Maragogi - AL



Buchada de Bode. Vai encarar?
Local: Bodega do Sertão (Maceió - AL)



Aqui o Rafael relaxa! Esta foi a tigela de açaí mais caprichada que já vi na vida!
Local: na orla de Maceió.

8 de janeiro de 2010

Recife

Em Recife eu estive em novembro para participar de um congresso do setor elétrico, então nesta viagem "dispensamos" a parada.
Para deixar uma "palinha" do que vimos por lá, seguem algumas fotos.
Nos hospedamos em Olinda. Uma cidade mais tranquila para ficar e fora do agito, mas super próxima de Recife.


Artesanato


Casas tombadas em Olinda


Rafael entrando na dança do frevo e os bonecos do Carnaval de Olinda.


Castelo Brennand com Fernando e Rafael

Mais hits do Nordeste

Mais um sucesso por aqui no Nordeste (não sei se já chegou no Sul).
Não consegui descobrir a banda original que canta, pois pelo YouTube tem várias bandas "famosas" que regravaram.
Olhem só o clipe do "Hit" SAIA E BICICLETINHA.
Bom divertimento!



Pura cultura popular.

5 de janeiro de 2010

João Pessoa

Chegada: 30/12/2009
Partida: 01/01/2010

Gostei de João Pessoa.
A capital do estado da Paraíba não é das mais conhecidas e me surpreendi. A orla é linda. Os prédios na primeira quadra ao lado do mar não passam de 4 andares, o que dá uma sensação de amplitude e de cidade pequena. Existem calçadas amplas para caminhada e diversos restaurantes ao longo do mar.


Vista da cidade a beira mar

Chegamos para passar o reveillon e neste esquema de "lá vemos o hotel", quase ficamos sem ter onde dormir, mas como o Rafael sempre diz que a "sua estrela é forte", tudo deu certo no final das contas e ficamos em uma hotel a beira mar (o último quarto de dezenas de hotéis que consultamos).

Para nossa supresa e "sorte", quase em frente do hotel estava instalada a arquibancada que nos contemplaria com o show da Banda Calypso na virada do ano novo. Como eu só descobri da existência desta banda depois que o Rafael fez uma viagem para o Amazonas e voltou com uma PILHA de CDs e DVDs desta banda, abaixo tem um clipe para os sulistas desinformados entenderem do que se trata.
(eu também pude constatar in-loco em junho quando fui para Belém o grande sucesso que esta banda faz)


Um dos shows da banda Calypso. "Similar" ao que assistimos em João Pessoa na festa de Reveillon.

Como estou falando de música (ou algo assim), um grande sucesso que tocava direto por aqui é este abaixo! Não deixem de assistir com som!



Absoluta! (Stefhany) - O HIT do nordeste concorrendo fortemente com Calipso

A mesma sorte da estrela do Rafael tivemos quando saímos em busca de um lugar para a ceia de ano novo. Todos os estabelecimentos estavam reservados previamente. Restáva-nos Bobs, mas isso não dava para aceitar. A estrela do Rafael brilhou mais uma vez e achamos um restaurante italiano com ceia completa e no esquema por quilo. O triste era como estávamos vestidos: shorts e havaianas, num restaurante com pianista ao vivo. Que mico!!!

4 de janeiro de 2010

Onde estão as lixeiras?

Estou revoltada!
Como pode este povo ter a coragem de fazer de lindas praias o seu lixão!?
Lixo dentro do mar e na praia. Particularmente onde tem um pouco de gramado parece uma plantação de sacolas plásticas (que ficam penduradas em pequenos galhos ao vento parecendo mesmo uma plantação!).
Está certo que as prefeituras do nordeste não parecem ajudar na educação do povo: não há lixeiras por aqui e quando aparece "umazinha", ela é no diminutivo mesmo: bem pequena para evitar que se depositem os côcos dentro delas. Grande solução, não é mesmo?!

No entanto a falta de lixeiras não justifica ser mal educado. Nesta viagem vi pelo menos uns 3 carros arremessando lixo pela janela. Estou ficando doente com isso!!!!!!!!!!!!

Em umas das caminhadas na praia que fizemos (e infelizmente eu estava sem máquina fotográfica), tinha uma placa envolta de muito lixo: "Povo Educado, Praia Limpa".
Conclusão: ... ;-)
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