10 de novembro de 2010

Maranhão

Por favor não fiquem em casa em um feriadão! Saiam do sofá! Desliguem a TV. Simplesmente faça algo diferente. Vá a um bairro diferente. A um restaurante diferente. Incrivelmente você verá o tempo se expandir!

Eu fui um pouquinho mais longe... Peguei o último feriadão de finados e fui com alguns amigos do Rafael para o Maranhão. Saí aqui do Sul do Brasil, peguei inúmeras conexões que duraram quase o tempo de viagem para a Europa, mas valeu a pena!



No centro histórico de São Luis com a turma que foi na viagem. Da esquerda para a direita: Juliana, Rafael, Benedito, Mariana, Bianca, Leonardo, Tatiana, Carol (eu). Abaixo: Márcio e Lucas.


Centro Histórico: antiga casa para venda de escravos (detalhe para as "janelas").


Uma das únicas lagoas com água nesta época do ano (novembro).


Lençóis no pôr do sol.


Em 4 dias você pode aproveitar MUITO do Maranhão.

Fiquei encantada com o centro histórico de São Luís! Tão grande e ainda preservado. Bom, preservado mesmo não dá para dizer que estavam todas as casas, mas pelo tamanho do centro histórico é realmente impressionante o estado de conservação. Foi possível ver algumas construções em processo de restauração. Que bom! Afinal, o centro histórico, com suas centenas de casas em arquitetura portuguesa (muitas revestidas com azulejos), foi incluído na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. Eu nunca tinha visto um centro histórico tão grande. Ganha de longe de Salvador (BA).

De São Luís pode-se ir até Barreirinhas, cidade base para acesso aos Lençóis Maranhenses. São cerca de 3 horas e meia até o pequeno vilarejo. Aqui os ecologistas fazem a festa: tem mangue, caatinga, rios, mar, praia e é claro: os famosos lençóis maranhenses! Nesta região a natureza ainda está praticamente intacta.

No farol de Mandacaru
Fizemos vários passeios:

Bóia-cross no rio Formiga: relaxando sobre uma bóia de pneu, em um rio de águas limpinhas que corta uma linda floresta densa de caatinga e muitas palmeiras de buritis. A correnteza é relativamente forte, mas sem pedras ou quedas. Delícia! Parecia um parque aquático, só que com tudo natural.

Passeio de lancha pelo rio Preguiça: visitando as comunidades de Mandacaru (onde tem um farol bacana para ver uma bela vista do topo), Atins e Caburé. No passeio pelo rio pode-se apreciar os manguezais nas margens, dunas que "acabam" no rio e muitas aves. Além disso, há muitos restaurantes rústicos nas margens.

Caminhada pelos lençóis e banho nas lagoas: para chegar até os lençóis é preciso pegar um carro com tração nas 4 rodas e preparar o corpo para o sacolejar de mais de 1 hora. Além disso, como a floresta cresce gradativamente para dentro da estrada, em alguns pontos era preciso se esquivar para não levar um galho no rosto ou no braço. Como dizia o Leonardo: "é melhor que a Disney".

O trajeto percorre "estradas" de areia por regiões remotas onde, inacreditavelmente, é possível constatar que muitas famílias continuam vivendo no meio da vegetação e das dunas, muitas delas ainda sem acesso à luz elétrica. Contou-nos o guia que em outro pequeno povoado a luz chegou faltando apenas 1 mês para as eleições. Não foi surpresa a unanimidade nas urnas naquela região...

Antes de iniciar a caminhada pelas dunas, fizemos a "encomenda" do almoço no restaurante da Luzia: uma pequena casa no meio do nada que serve um delicioso almoço com camarão grelhado (acompanha arroz, feijão, farofa e salada de tomate). No retorno, depois de subir e descer MUITAS dunas, a comida parecia simplesmente a coisa mais deliciosa que se poderia desejar. 


Muita energia nas dunas! Felicidade na paisagem azul e branca.

 Passeio de avião mono-motor: 25 minutos apreciando a imensidão branca, verde, e azul! O preço não é dos mais baratos (R$ 180 por pessoa), mas vale muito a pena. Destaque para o trajeto que o piloto faz rasante pertinho do mar.


No sobrevoo.
Os 4 que encararam o voo: Lucas, Rafael, eu e Márcio.

Dicas

Não deixe de levar:
  • óculos de sol
  • chapéu
  • chinelo (impossível usar tênis nas dunas fofas)
  • protetor solar
  • Camiseta dry-fit (preferencialmente de manga comprida)

Melhor época:

Logo após o período de chuvas que ocorre de janeiro a junho. Mas eu fui em novembro, e foi maravilhoso, apesar das lagoas estarem quase todas secas.


Algumas outras FOTOS da viagem:


13 de outubro de 2010

TOP SECRET: O encontro no parque...

 
Nesta viagem ao Irã não utilizamos o site do Couchsurfing para obter hospedagem, mas o usamos para tirarmos muitas dúvidas pré-viagem. Eu, particularmente, fiz contato com mulheres para saber o que levar na mala, o que era possível de vestir e o que não seria adequado. É muito bom ter este canal internacional e gratuíto para contato!

Prestando atenção nas orientações do embaixador do CS em Teerã.

Para quem não sabe, o Couchsurfing (CS) é um site que se propõe a ser um canal de integração de pessoas pelo mundo, através da hospedagem gratuita dos participantes entre si. Não é obrigatório hospedar: você pode se propor apenas a tirar dúvidas ou a sair para passear. Fica a critério do freguês. (Depois, se alguém manifestar interesse, posso escrever mais detalhadamente a respeito e sobre minha experiência.)

Fato é que enquanto estávamos em Teerã e ficamos sabendo através de um de nossos contatos que ia rolar um meeting (encontro) dos "locais" com os poucos turistas que estavam pela cidade. Confirmamos presença imediatamente, visto que estaríamos por perto.
O local do encontro foi em um parque bastante arborizado. O nosso "contato" (um dos que o Rafael tinha entrado em contato pelo site) veio ao nosso encontro na entrada do parque. Aí começou o clima bizarro com o nosso amigo nos orientando para o caso de "algo dar errado":


Contato do CS: "Caso alguém nos pare e nos questione por que estamos andando juntos, saibam que devem dizer que vocês apenas pediram informações e que nunca nos vimos antes e não mencionem o Couchsurfing."

Ele estava acompanhado de uma turista da Polônia e quando perguntei se ela estava hospedada com ele, ficou o maior clima ruim. Novas orientações:

Contato do CS: "Para todos os efeitos, eu não estou hospedando ninguém. Isso não existe, é o que devem sempre dizer para policiais ou espiões."

Ele disse "espiões"? - pensei comigo.

Contato do CS: "Agora vou levá-los ao nosso encontro. Vamos sair da trilha e ficar numa parte do parque mais escondida. Lembrem-se das minhas orientações."

Nunca pensei que participar do Couchsurfing seria tão emocionante em outros locais do mundo. ;-)

Ao chegar no local, uma grande turma já estava por lá. Em sua maioria Iranianos e poucos turistas.

Eu fazendo a minha "apresentação" para o grupo.

O encontro começou com o lider da comunidade local (denominado "Embaixador" pelo site) fazendo alguns esclarecimentos e advertências. Muitas baseavam-se no fato que alguns membros do site que caminhavam com turistas pela cidade recentemente foram parados pela polícia para esclarecerem o envolvimento deles com estrangeiros. Advertiu-se que nestes casos não devem citar o site, pois é algo complexo para explicar e se fazer compreender. O papo ficou neste contexto por um bom tempo e inclusive orientaram para que não divulgassem irrestritamente o site para qualquer um: poderia ser um espião (de novo esse papo estranho). Neste momento pedi a palavra e perguntei como eles garantiam que ali mesmo não tinha um, mas eles não pareciam acreditar nesta hipótese.

Um outro membro do CS local que estava ao meu lado ficou me tranquilizando e dizendo que a coisa não era tão grave como estava parecendo: era só advertência para não ter incomodação.


Ok. Fora este clima de suspense exagerado, o encontro foi super jóia. Cada turista fez uma apresentação individual, respondendo perguntas como: de onde vem, o que faz, por que escolheu o Irã, o que pensava do Irã antes de vir, o que pensam nossos amigos a respeito do Irã, o que está achando do país,...


Um dos amigos que fizemos pelo CS, eu, Thomaz e Rafael.

Depois o grupo se dividiu em "panelas" menores para iniciar uma conversa. Muitos vieram falar comigo. E depois ainda me pagaram sorvete com um doce famoso iraniano que parecia um espaguete mergulhado numa água de sabor limão adocicado. Estranho...



Outros 2 amigos do CS que me presentearam com sorvete de açafrão, com calda de anis, nuddles e "água de limão adocicada".

Trocamos e-mails, contatos, e nos despedimos a tempo de pegar o metrô.
Foi muito rápido e ficou a sensação de que talvez com alguns deles eu volte a reencontrar no futuro...



Escondidos entre as árvores... ;-)


10 de outubro de 2010

Idéia original para decoração de banheiros

Já comentei que os iranianos possuem um gosto peculiar para decoração?
Móveis com acabamentos em dourado são a grande coqueluche da decoração por aqui.
Mas banheiros turcos com iluminação de boate eu não poderia nem imaginar...
Realmente bastante original, tendo superado inclusive os da Índia! ;-D


Banheiro da casa de chá HEZARDASTAN localizada na cidade de Mashhad (Irã)
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World "Engrish"


Algumas sinalizações em inglês no Irã despertaram alguma curiosidade no grupo.



Children's Landspeculation?


Não me pergunte o que era isso...


glassef ???

 Fora as placas estranhas acima (algumas indecifráveis), em muitos locais as advertências aos estrangeiros não podem ser ignoradas por respeito aos costumes:
 
Será que haverá revista nas mulheres?
 
Zoom da placa de advertência




















Eu só não sei como eles garantem o cumprimento da última orientação da placa...
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8 de outubro de 2010

Entrevista para TV local de Floripa sobre viagens inesquecíveis e dicas para mochileiros

Compartilho com vocês uma entrevista que eu e o Rafael demos para a TVCOM/ Florianópolis em abril de 2009 sobre nossas viagens. Já faz um tempinho, mas agora finalmente dediquei-me a publicar o arquivo na internet.
Espero que gostem.

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29 de setembro de 2010

Esfahan (ou Isfahan)


Quem leu o livro “O Físico” (The Physician), de Noah Gordon, já ouviu falar desta cidade, uma vez que é bastante citada na obra. Na Idade Média, Esfahan era considerada a cidade mais avançada na área da medicina, entre tantos outros avanços que a Pérsia se tornou referência.

Imam Square: lindos jardins, charretes, lojas e mesquitas.

Sem dúvida a cidade mais linda, limpa e agradável do Irã. Nela destaca-se a Imam Square (praça do Imam), ou Naqsh-e Jahan Square, a segunda maior praça do mundo! Linda para fotos, super astral para piqueniques (uma tradição iraniana) e conveniente para compras. É a cidade perfeita para você terminar seu roteiro pelo Irã.

No quesito arquitetura destacam-se os minaretes: torres altas construídas nas mesquitas e que servem tanto para mirante quanto para o anúncio das 5 chamadas diárias para oração (chamadas estas quase musicais e que dão o toque final ao clima islâmico presente em cada detalhe). Toda esta arquitetura é recoberta por pequenos azulejos azuis, talhados cuidadosamente para formar pequenos desenhos geométricos. 




Detalhes da arquitetura de uma das mesquitas.




Bazar e suas abóbadas por onde entra a luz do sol.

"Grudado" na praça do Imam há um grande bazar com corredores que mais parecem labirintos. São vários quilômetros de lojinhas vendendo especiarias, roupas, ferramentas e badulaques. Sem brincadeira: para poder sair de lá, tivemos que, em várias bifurcações, pedir informações através de gestos e tentativas patéticas para pronunciar algumas palavras em Farsi (ninguém lá dentro falava inglês). Uma boa diversão!

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Em Esfahan há também várias pontes que são atrações turísticas. Estas são especialmente lindas a noite, com suas iluminações dirigidas!


        
Ponte Kahju (uma das mais famosas) - Ano: 1650




 
Ponte Shahrestan (a mais antiga) - Século XIV
    

    
Na parte de baixo da ponte Kahju.

 
 
Ponte Si-o-Seh com seus 33 arcos - Ano: 1602 d.C.


Nada ficou a desejar nesta bela cidade, exceto pelos taxistas que eram em sua maioria picaretas. ;-)
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27 de setembro de 2010

A internet no Irã


Com a ajuda de guias de viagem como o Lonely Planet, é possível encontrar alguns (poucos) estabelecimentos que fornecem acesso a Internet por hora nas principais cidades do Irã. Parece ser um negócio que está em expansão.
No entanto, ainda é relativamente frequente a Internet "cair" em alguns períodos e sites como Orkut, Facebook e blogs são censurados.
Além disso, os teclados possuem as teclas em posições distintas das que conhecemos e não adianta procurar: não há qualquer tipo de acentuação. O resultado fica péssimo para quem quer publicar algo em português (eu, por exemplo, assim que retornei da viagem reeditei alguns textos deste blog que estavam péssimos para se entender). ;-P

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Curiosidade: Vendas de lenços de papel em alta no Irã

Acredito que a venda de caixinhas de lenços de papel por número de habitantes no Irã deva ser bastante alta. Não que a população tenha muitos resfriados, mas curiosamente eles as utilizam especialmente como guardanapos nos restaurantes.
No início pensei ser algo pontual, mas ao longo da viagem percebi que todos os estabelecimentos que serviam comida tinham como guardanapos as caixinhas de lenços. Então tudo bem, a gente se adapta tranquilamente (até porque são bastante macios), mas é estranho quebrar um conceito de utilidade.

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10 de agosto de 2010

Não conta lá em casa...

Uma "atração" obrigatória no Irã são as casas de chás (teahouse). São locais onde você pode almoçar ou jantar e, lógico, tomar chá. Estas casas são bem famosas no oriente médio, mas particularmente o sabor do chá não tem nada demais: parece um "mate leão" normal. Inclusive, alguns, vinham com etiquetas de marcas européias.

Cházinho e muitos tapetes. Calçados ficam do lado de fora.
Thomaz iniciando o ritual enquanto eu ainda estava no chá.


Já que o chá não é o atrativo definitivo, os ambientes o são. Encontrando uma boa indicação, pode-se passar horas sentado em tapetes persas, apreciando uma boa decoração e quem sabe, fumando um narguile. Uma casa de chá imperdível é a de nome HEZARDASTAN localizada na cidade de Mashhad, curiosamente a mais sagrada do Irã, região de muita peregrinação de fé.

Eu não sou de fumar e nunca fui, mas este ritual comunitário deve ser experimentado pelo menos uma vez e especialmente em um local tão típico. Pode-se escolher o fumo com sabor dos mais diversos: maçã, pêssego, menta. O carvão e a erva ficam no topo da geringonça e a fumaça é filtrada pela água.


Brincando de fazer fumaça... Fácil, fácil. Já dominei! (...)
Será???


Funcionamento do Narguile:


Algumas horas depois...


Ressaca do fumo: enjôo terrível e dor de cabeça. Marinheira de primeira viagem... Só com Dramin e muita água para resolver.

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5 de agosto de 2010

Caravanserai Zein-o-din

A primeira questão a ser esclarecida é o que é um CARAVANSERAI.
Entre 1575 e 1585 o Shah Abbas construiu 999 famosos caravanserais para promover o comércio no Irã. Eram pontos de apoio para os comerciantes poderem se hospedar e se recuperar dos dias de caravanas pelas regiões desérticas da Pérsia. Estas instalações foram construídas nas regiões da Ásia, norte da África e Sudoeste Europeu, especialmente ao longo da rota da seda.
Este número de 999 é bastante curioso não? Afinal por que ele não construiu de uma vez uns 1000 para arredondar? Na verdade ele de fato construiu 1000, mas o número se tornou tão impreciso, parecendo que tinham "arredondado" para maior, que o cara mandou destruir um deles! Marketing é tudo e depois as lojas de 1,99 copiaram a idéia. ;-)


O Caravanserai por fora.

Atualmente estas construções não existem mais para o mesmo propósito, alguns viraram museus, outros destruíram-se com o tempo, e este ZEIN-O-DIN virou hotel! O preço não é o atrativo (48 euros com jantar e café incluso), mas a experiência é única: hospedar-se no meio do deserto, em quartos separados apenas por cortinas, colchões arrumados no chão, ambientes decorados com tapetes persas e uma construção no estilo fortaleza. Os banheiros, apesar de serem compartilhados, estavam impecavelmente limpos e existiam mais opções de privadas no estilo ocidental que no estilo local (de cócoras): provavelmente um indicativo que o hotel é usado essencialmente por turistas europeus. Outra particularidade deste Caravanserai é que ele foi construído no formado arredondado: a maioria normalmente é quadrada.


Tivemos a sorte de nos hospedarmos em uma linda noite de lua cheia...


...que apreciamos no terraço fumando um Narguilé.

Os corredores internos e os quartos separados por cortinas.
O meu era esse com o tênis do lado de fora: dentro só de chinelinho.

 
Veja no vídeo abaixo imagens por fora e por dentro do Caravanserai:


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Mulher Invisível

Registro fotográfico do Rafael comprovando que o homem invisível agora tem companheiras no mesmo estilo.


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Persépolis - a jóia da Pérsia

As ruínas de Persépolis, antiga capital da Pérsia, são realmente impressionantes, especialmente considerando que estas construções foram erguidas há mais de 2500 anos. Persépolis foi declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO em 1979 (link).

Visões incríveis dos vestígios das antigas e influentes civilizações.





Há o registro de diversas "personalidades" que visitaram Persépolis ao longo das últimas décadas. Nesta inscrição: um dos assessores de Hitler.








A engenharia das junções das peças.

4 de agosto de 2010

Culinária Iraniana

É engraçado, mas pesquisando na internet sobre a culinária iraniana você só encontra elogios e uma lista enorme de opções. A verdade é que na prática os restaurantes servem praticamente sempre a mesma meia dúzia de pratos, variando de acordo com a região ou cidade.

Você pode considerar que a lista é mais extensa se considerar todos os KEBABS listados nos menus dos restaurantes. KEBAB nada mais é que um churrasquinho e no Iran é servido no estilo "espetinho de gato". Neste caso você encontrará muitas "opções" no cardápio: kebab de frango, kebab de peixe, kebab de carneiro, kebab de camelo, etc. Normalmente vem servido com muito arroz (e um tablete de manteiga para derreter junto) e um tomate assado inteiro com casca.

Prato tradicional de kebab iraniano.
Os pratos acompanham SEMPRE limão e cebola crua.


Este foi um dos melhores kebabs que comemos no Irã. Veio acompanhado de batata frita, legumes cozidos e arroz temperado. Mas foi único e só encontramos em Teerã.


Em outros países o kebab pode ser encontrado de outras formas, a mais popular é no estilo de um "churrascão", e lascas são fatiadas e colocadas no pão - estilo fast-food / hamburguer. Este estilo não encontramos no Irã, mas é muito comum de encontrar nas ruas menos turísticas da Europa.








Alguns outros pratos iranianos:



O BERYANI é um prato que parece um hamburguer, feito com carne de carneiro e é servido com pão. É até gostosinho. Bom para variar um pouco. Ao lado do hamburguer vem um "farelinho" de carne também que tinha gosto de fígado ou algo assim.

TAH-CHIN: Prato constituído de arroz com ovos e iogurte no formato de um bolo. Por baixo tem um frango com molho de tomate. Acompanha repolho roxo em conserva extremamente ácido e que deixou esta cor rosada no prato.

FESENJAN é um prato com "bolas" de carne e molho de romã com noz. Muito gostoso mas difícil de encontrar nos restaurantes. É uma refeição comum nas famílias.

DIZI: Um prato bastante típico da Pérsia é o Dizi: um ensopado de carneiro e grão de bico. Quando servido, separa-se o caldo para comer com pão (que deve ser picado e jogado dentro da "sopa") e faz-se um "amassado" com os elementos sólidos (carne, grão de bico, tomate, cebola, alho, batata, ervilha).



Veja a "arte" do preparo com o "gourmet" Rafael no vídeo abaixo, auxiliado pelo Guilherme e comentado pelos demais do grupo:

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Outra característica curiosa da culinária iraniana é que apesar da enorme variedade de temperos e ervas, a maioria dos pratos vem com pouco sal. Para o paladar brasileiro é sempre necessário recorrer ao saleiro.


DOCES

Os doces são uma atração a parte. Há realmente muita variedade. Eu particularmente adorei o docinho branco com pistache e que parece o nosso torrone brasileiro, mas muito melhor.

Docinho de pistache - delicioso!


Confeitaria


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