31 de dezembro de 2009

Canoa Quebrada - Ceará


Chegada: 28/12/2009
Partida: 30/12/2009


A primeira impressão foi péssima: um amontoado de casas em cima da rua, sem calçadas, com vias de mão única. Bagunça geral.



Eu não queria nem ficar. Queria seguir direto para Paraíba. Almoçamos e decidimos ao menos “sondar” as pousadas e seus custos.


Tivemos a grande felicidade de encontrar uma pousada das mais agradáveis: lindo jardim, piscina, quarto enorme, banheiro novo, varanda com rede e uma linda vista para o mar. O café da manhã servido na varanda de forma individual (com tapioca, panqueca, omelete, etc). Preço: R$ 150 o casal. Depois de algumas hospedagens de terceira categoria como em Canto do Buriti (vencedor do pior hotel da viagem: o chuveiro era um cano na parede e a “cama” não tinha lençol! Mas acreditem, era o melhor da cidade que resolvemos pernoitar.) achamos que merecíamos este agrado.




Praia de Canoa Quebrada circundada pelas falésias.


A segunda impressão da cidade foi melhor. Desta vez a pé, passeamos pela praia e pelo calçadão de restaurantes e de agitos (rua Broadway), onde entendi melhor a cidade e até gostei. Particularmente a noite, quando a temperatura está amena e os bares iluminados, o calçadão fica muito bonito e estiloso com os artesanatos hippies locais. O local também é muito frequentado por gringos de diversas nacionalidades, rapidamente identificados pela coloração “tomate torrado da praia”.








Ponto alto do local: passeio de bugue a R$ 200 o veículo - leva a turistada até a praia de Ponta Grossa, parando em diversas locais para fotos e banhos. As falésias são uma constante nestas praias. Em uma pousada de beira de praia tinham esculturas feitas nas falésias para visitação, fixadas com cimento. O guia local informou que hoje em dia é proibido fazer estas esculturas. Uma turista ficou indignada, dizendo que era um absurdo, afinal não estava estragando nada. Eu quase surtei com o comentário dela e tive que me manifestar: como não estragava se para fazer as esculturas era necessário retirar partes da falesio para fazer o alto-relevo, bem como adicionar CIMENTO!? Cada uma...


Escultura NATURAL da natureza nas falésias.

De bugue é possível ir até Natal pelas praias. Deve ser uma baita viagem!



Jangadas típicas da região.


Achei curioso: água doce brotando na praia, algumas vezes até formando piscinas naturais ao lado do mar. Em uma delas paramos para tomar banho. A água brotava de uma profundidade que não tinha como tocar o chão com os pés. A areia ficava borbulhando junto. Parecido com a piscina natural que visitei no Jalapão (TO): não tem como afundar, pois a água de empurra para cima.



Garganta do Diabo: nascente de água doce esculpiu um "cânion" no meio das falésias.

30 de dezembro de 2009

Fortaleza - Ceará

Chegada dia: 25/12/2009
Saída dia: 28/12/2009

A estrada de Teresina (PI) até Recife (CE) também foi interessante. Neste percurso, pudemos notar que pouco havia chovido neste início da época de chuvas e a caatinga estava do jeito que aprendemos na escola: seca, branca e desoladora. Foi interessante, pois como no sul do Piauí pegamos a caatinga verde após as primeiras chuvas de dezembro, ver nesta outra parte como ela é no período de secas foi impressionante. A natureza faz milagres incríveis!
Também achei curioso, antes de chegar a Fortaleza, a paisagem montanhosa que a estrada passa. Juntando as montanhas e o seco da caatinga, parecia que estávamos trafegando pela Bolívia e nada fazia crer ser uma estrada para chegar ao litoral com praia e água de coco.

A cidade de Fortaleza me surpreendeu. Uma cidade grande, com mais de 2,5 milhões de habitantes, mas organizada e bem sinalizada. Exceto pelo fato que no centro, são intermináveis as calçadas e galpões com camelôs. É o paraíso do CD/ DVD pirata (vimos até 2 policiais comprando alguns!), bem como de controles remotos para todo tipo de aparelho!

Nos hospedamos na praia do Futuro, mas a "muvuca" da praia era tanta que só demos uma espiada na praia e nos mandamos para o centro procurando pelos prédios históricos e atrações culturais.

Gostamos muito do Mercado Central: um prédio enorme arredondado com lojas de artesanato da região. Tem de tudo no local.



Mercado Central

Tentamos visitar o Teatro José de Alencar, mas como sempre é frustrante fazer turismo no Brasil, em pleno sábado estava fechado (só abre em dias úteis...).



Teatro José de Alencar

Outro local bacana foi conhecer o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Um complexo que possui de tudo um pouco: planetário, auditório, cinema, exposições, livraria, biblioteca, etc. Lá passamos uma tarde vendo várias exposições de arte.



Casas antigas bem conservadas ao lado do Centro Cultural Dragão do Mar

Um local que eu queria ter ido era o Beach Park. O maior parque aquático da América do Sul. Porém a "macumba" do Rafa foi forte já que ele é meio quadrado para parques de diversão e eu caí doente, provavelmente devido às muitas frutas e água de coco que consumi até o momento... ;-)



Rafael feliz por ter encontrado "sua casa".

28 de dezembro de 2009

Teresina - Piauí

Saímos de São Raimundo Nonato por outra rodovia que o GPS não mostrava, nem tampouco o mapa da 4 Rodas apresentava estar asfaltado. No entanto, conversando com "os locais" descobrimos uma nova rota para a capital do Piauí, fugindo dos intermináveis buracos que passamos desde Canto do Buriti. Por este trajeto, tivemos a oportunidade de passar e "conhecer" numa rápida exploração, a antiga capital do Estado (que eu nem sabia que tinha tido outra que não fosse Teresina). A cidade chama-se Oeiras e estava surpreendentemente bem conservada, com suas casas coloniais bem pintadas, cada uma de uma cor.

Pelas estradas do Piauí podemos dizer que conhecemos bem seu interior, que representa bastante bem o Brasil semi-árido. O povo não parece ter muita coisa para fazer e fica sentado com suas cadeiras do lado de fora de suas casas vendo os "forasteiros" passarem. Aqui tenho me sentido uma estranha no meio do povo, um pouco como na India, onde a branquela loira aqui não podia passar despercebida. Não querendo fazer comparações descabidas, mas há outros itens que me recordaram a India, como os animais soltos pelas ruas (alguns na cidade "pastando" no lixo), falta de consciência em relação ao lixo, motoqueiros sem capacetes e pedidos nos restaurantes não atendidos conforme solicitado. Na India quando eu pedia alguma coisa SEM determinado ingrediente, aí sim é que vinha repleto do mesmo! Isso aconteceu algumas vezes por aqui...


Perigo constante nas estradas... São tantos jegues que já se desvalorizaram: por 5 pila você leva um para casa.



TERESINA - Curiosidades:
  • Foi a primeira capital planejada do Brasil.
  • É a única capital da Região do nordeste que não se localiza às margens do Oceano Atlântico.
  • É polo de sáude, possuindo diversos hospitais e medicina especializada que atrai pacientes de outros estados da região Norte e Nordeste.
Algumas Comidas Típicas da região do Piauí:
  • Capote (galinha d'angola) - comemos da ceia de natal!
  • Bode assado (e outras formas que não tive o "apetite" para experimentar)
  • Paçoca (com carne de sol e farinha)
  • Galinha Caipira

Rodamos bastante a pé por Teresina. Pegamos um hotel no centro, uma região muito turística durante o dia e bem movimentada, porém um deserto a noite.
Infelizmente, por ser justamente no dia de Natal que estávamos circulando, os locais turísticos estavam em sua maioria fechados. (também não são tantos assim...) 

Um local aprazível que fomos foi o encontro das águas (similar ao de Manaus, porém com rios de menor proporção). Os 2 rios que se encontram na cidade de Teresina são o Poti e o Parnaíba. No local há uma bonita estrutura para recepcionar os turistas, com banheiros, cabanas com artesanato e um restaurante flutuante.


(foto da wikipédia)



Restaurante flutuante.



Rafael no encontro das águas e nossa refeição: um peixe da região na chapa com repolho por cima.



Estátua da lenda "Cabeça de Cuia"

PERIGO VIVIDO: No final da noite de Natal, inicou uma chuva das boas mesmo!! Era muita água, mas não imaginávamos que em poucos minutos as ruas seriam tomas pela correnteza. Inocentemente, pegamos o carro para voltar ao hotel e nos deparamos com cenas que vemos na TV das grandes enchentes. Sério! Ficamos com muito medo do carro ser arrastado e de termos que sair a nado. Havia ruas simplesmente intransitáveis. Mais uma aventura no Piauí... Depois de passar por isso começamos a entender o motivo das valas / canais de drenagem, serem tão exagerados pelas ruas (chegam a parecer uma "lombada" ao contrário).
Este é o problema da região: períodos longos de seca e quando chove, é um absurdo de tanta água.


24 de dezembro de 2009

Alguns vídeos da Serra da Capivara



Inscrições rupestres e explicação no "Baixão da Vaca"



Por dentro de um dos cânions.




Inscrições rupestres em seixos.





Visão de parte do Vale Do Parque Nacional da Serra da Capivara

Serra da Capivara

Um turismo inusitado: viagem pelo interior de Piauí. Alguém sabe o que tem por aqui?
Simplesmente a maior concentração de sítios arquelógicos do mundo! Além disso, até o momento, é o local onde foi encontrado indícios de civilização humana mais antigos das Américas. Tudo isso na exuberante serra que não possui capivaras... O nome, segundo nosso guia, veio do sobrenome de um senhor, antigo proprietário de parte das terras que viraram parque nacional.


Você não encontrará capivaras, mas poderá com alguma sorte ver muitas espécies de fauna.
A Serra da Capivara é também o único parque nacional oficial na região de caatinga. Nesta época do ano, as árvores estão lindas: de galhos brancos retorcidos e “mortos”, após as primeiras chuvas de novembro ou dezembro, surge uma linda floresta verde em poucos dias (cerca de 15, segundo o guia). Nossa visita deu-se justamente nesta época. Caatinga verde! (e eu que no colégio só aprendi que a caatinga é seca...)


O parque, apesar de remoto e de difícil acesso pelas estradas esburacadas até a cidade base, é muito bem organizado: várias guaritas com vigias para acesso aos sítios arqueológicos, passarelas, sinalização (até em inglês), casas de apoio com toaletes, lanchonete e auditório.


Sobre as inscrições rupestres, elas são muito impressionantes, tanto pela quantidade, como pela nitidez. Em um dos principais sítios que visitamos, tinham mais de 4 cores nos desenhos: vermelho (sempre), amarelo, branco, cinza... Os desenhos representam cenas de caçadas, danças, sexo e rituais.


É uma pena que tão lindo parque não seja de maior conhecimento dos brasileiros.
Dizem que está para abrir um aeroporto internacional na cidade. Por enquanto, nem um nacional existe com linhas aéreas ativas.




Estruturas com passarelas possibilitam boa visibilidade das inscrições rupestres e preserva o solo que ainda não foi escavado.



Alguns desenhos ao fundo.



Parece que toda cidade tem uma: Pedra Furada! ;-)



Visão panorâmica de PARTE do parque! Lindo e enorme! (vejam o verde da caatinga!)


Fim do dia e merecemos experimentar uma Cajuína (refresco típico do Piauí)

Brasília - Piauí

Saída de Brasília dia 19/12/2009 às 14 horas.
Pernoite [1] em Luis Eduardo Magalhães (BA) - o objetivo era ter dormido em Barreiras (BA), mas como saímos tarde de Brasília...
Novo pernoite [2] em Canto do Buriti (PI) para na manhã seguinte chegar em São Raimundo Nonato (PI), cidade base para a Serra da Capivara.

Fomos na aventura de pegar as “BRs” que ligam nossa capital do país a Teresina (PI). O guia 4 Rodas que dispúnhamos (edição 2007), apresentava alguns trechos precários e outros de terra. A confiança era grande de que a estrada estivesse melhor e o guia desatualizado.
Bom, alguns trechos realmente estavam péssimos, mas nosso bravo e velhinho Fiat Uno sobreviveu. Então estamos recomendando a estrada, já que a viagem por si só já vale o trajeto.

Não é mito que no Piauí tem muito jegue. Foi só cruzar a fronteira que começamos a encontrar muitos pela estrada! Sorte que estávamos trafegando durante o dia. Além disso, boiada também tem de monte pelo asfalto. Dejavu da Índia. ;-)

Encontramos também muitos grupos de cabras, porquinhos, galinhas,...

Recomendo apenas viajar durante o dia pelo Piauí!!


Dando uma paradinha para a boiada passar...

18 de dezembro de 2009

Nordeste do Brasil


Próxima viagem: nordeste do Brasil.
Provável saída: 19/12/2009.

Roteiro:

Saída de Brasília > Teresina (PI) > Fortaleza (CE) > Mossoró (RN) > João Pessoa (PA) > Porto de Galinhas (RE) > Estrada da "Rota Ecológica" (AL) > Maceió (AL) > Aracaju (SE) > Brasília

Cortado Maranhão por não ser época adequada para apreciar os lençõis maranhenses (época de seca).


5 de dezembro de 2009

Frases para inspirar



Amyr Klink no seu livro MAR SEM FIM escreve:

“Hoje entendo bem meu pai. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o seu próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver. Não há como não admirar um homem – Cousteau, que ao comentar o sucesso do seu primeiro grande filme falou: “Não adianta, não serve para nada, é preciso ir ver” Il faut aller voir.
Pura verdade, o mundo na TV é lindo, mas serve para pouca coisa. É preciso questionar o que se aprendeu. É preciso ir tocá-lo”.
E mais:

"Tanta gente vive em circunstâncias infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de mudar sua situação porque está condicionada a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo, tudo isso que parece dar paz de espírito, mas na realidade nada é mais maléfico para o espírito aventureiro do homem que um futuro seguro."

Christopher McCandless (Alexander Supertramp), em carta enviada a Ron Franz.
Histótia real retratada no filme: Into the Wild - Na natureza Selvagem

O personagem principal toma algumas atitudes bastante inconsequentes, mas há também muito a nos questionar com suas aventuras.


Acredito muito no que descobriu Christopher McCandless no final de sua jornada ao viver sua aventura solitaria:

"A FELICIDADE SÓ É VERDADEIRA QUANDO É COMPARTILHADA"
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21 de outubro de 2009

Chapada dos Veadeiros no feriadão de 12/10

Eu não sabia, mas quando chegar o fim do mundo, a grande catástrofe apocalíptica prevista para dezembro de 2012 por várias antigas religiões e civilizações (especialmente a Maia), o local seguro para se estar é Alto Paraíso, uma pequena cidade encravada na Chapada dos Veadeiros/ Goiás. Quem quiser comprar um terreninho neste local, terá que desembolsar boas quantias, pois a especulação imobiliária está correndo solta por lá, já que há um grande grupo de pessoas procurando um lugar no "Paraíso".

Somado a isso, o local também é famoso para contatos com extraterrestre (sim! ETs!!). Sei lá por que motivo, o "Paraíso" também atrai nossos amiguinhos de outros planetas. (para deleite do meu amigo Valdemar zoar muito comigo)

A consequência destes fatos é que a cidade de Alto Paraíso e a pequeníssima São Jorge (colada na entrada do parque da chapada) são tomadas por cartomantes, massagistas, adeptos da yoga, cristais energéticos, entre outros, somado ao clima hippie e hindu de vestimentas, vegetarianismo e fumo de todos os tipos.

Ressalto não haver qualquer preconceito na descrição acima, até porque para muitos itens sou bastante simpatizante. ;-) E fiquem vocês com a dúvida de que itens... hahaha

O objetivo da descrição é apenas contextualizá-los do clima que é encontrado por lá. Eu e o Rafael nos hospedamos em São Jorge. Uma cidade de poucas ruas de terra, onde restaurantes e pequenas lojinhas alternativas podem ser visitadas a pé.

Na Chapada dos Veadeiros fizemos a trilhas dos Cânions. Vale a pena neste local levar câmera a prova d'água, pois o principal cânion só é visto nadando um trecho em um lago formado pela linda cachoeira que desce por entre as grandes rochas.
Rafael na entrada da parque.

A vegetação é baixa e diferente de nossas florestas tropicais, afinal estamos no cerrado. Importante é não esquecer do filtro solar e de um bom boné/ chapéu.



Alguns momentos na trilha e nos cânions.


Rafael de costas indo para a Cahoeira das Cariocas.


Turma que participou da trilha. 
Da esquerda para a direita: Caio, Daniel, Carlos, Marcelo Formiga, Rafael e eu.

5 de outubro de 2009

Faltou divulgar...

Em maio, ganhei o concurso cultural: Corrida de aventura é tudo!, organizado pela CURTLO, Pisa Trekking e site Adventuremag com apoio do circuito Adventure Camp, da revista Go Outside e da editora Kalapalo.

Ganhei de prêmio uma expedição para a Serra da Mantiqueira (localizada entre SP, RJ e MG). Porém este ano a data de ida era justamente no dia do casamento da minha irmã! Os organizadores disseram que em 2010 eu poderei usar o prêmio! Ebaaaaaa

Para verem o relato e algumas fotos, seguem os links abaixo.

http://www.curtlo.com.br/comunidade/item27766.asp

http://www.adventuremag.com.br/promocao_relatos/texto_vencedor.php
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2 de outubro de 2009

Pague 1, leve 5.

Desde agosto, tenho mantido uma boa rotina na ponte aérea, especialmente no trajeto Florianópolis X Brasília X Florianópolis, já que o Rafael (meu marido) está iniciando sua carreira na capital do nosso país. Enquanto as coisas se ajustam para o casal, estou conhecendo detalhadamente nossas maiores companhias aéreas TAM e GOL e suas grandes falhas.
Porém neste último domingo, dia 27, a experiência foi das mais intensas:

Nunca passei e nunca ouvi falar de situação de terror similar que passei no avião. O dia também ajudou: ocorria mais uma das famosas tempestades no sul do país com chuva de pedras e neblina e que se abateu por Floripa. Resumo da história:

- estava num vôo GOL Guarulhos - Florianópolis que chegaria pouco antes da meia noite.
- na hora do pouso, MUITA turbulência e 3 tentativas de pouso fracassadas. Todas as vezes aquele horror quando o avião arremete, com a chuva, vento e neblina.
- o piloto decide voltar a SP.
- Em SP, não nos liberam para descer. Resolvem abastecer para voltar a Florianópolis NOVAMENTE! A notícia dada era que o tempo tinha melhorado em Florianópolis.
- Trocam o piloto para ver se o "novo" consegue pousar.
- Novas tentativas de fracasso em Florianópolis (2 vezes), deixando todos transtornados, pois o clima estava AINDA PIOR! Não havia visibilidade alguma.
- o novo piloto decide voltar a SP NOVAMENTE!
- Ou seja, fiz o trajeto GRU-FLN 4 vezes nesta madrugada quase em pânico.

Ficaram "brincando" com os passageiros nestas tentativas. Tinha gente chorando, rezando, enjoando, etc. Acho que não queriam cancelar o vôo devido aos custos e nos colocaram numa situação apavorante. Eu olhava pro avião no escuro daquela noite e achava que eu estava em um filme de terror. Chegando em GRU para finalmente descermos (ninguem tinha condições psicológicas para novas tentativas), aquela confusão básica no guiche da GOL, com centenas de pessoas querendo uma conexão ou um hotel e apenas 1 atendente!!! A mocinha estava ouvindo todos os tipos de "elogios". Soube depois que deram prioridades de encaixes a idosos e famílias com crianças de colo para os vôos da manhã (míseras 7 vagas). Eu fui no vôo das 17:10. Eu nem sei o que deu no aeroporto da confusão que se instalou por lá, pois deram hotel apenas para quem estava em conexão (meu caso, já que estava voltando de Brasília) e o "povo" queria nos impedir de aceitar o que estavam oferecendo. Mas eu não estava em condições de batalha e só queria sair dali. Cheguei no hotel apenas às 6:30 da manhã, exausta psicologicamente e enjoada de tanto balanço. Dormi durante o dia aguardando o horário para a última tentativa do dia para ir a Floripa.

No final das contas 1 trecho de 53 minutos durou horas e horas. Fiz o trajeto 5 vezes.

E depois não entendem por que eu não gosto de voar...

22 de janeiro de 2009

Mendoza

36 graus e nada de vento. Isso justifica o horário de funcionamento do comércio: das 9 às 13 horas e depois só reabre as 17 para fechar às 21 horas. Neste período entre turnos é realmente muito quente no verão.

Eu tinha pouca expectativa com a cidade, mas logo de cara quase “tropecei” em algo peculiar e bastante engenhoso: os canais de irrigação que circulam por toda a cidade. São canais abertos, como “valas” simpáticas de água limpa vinda das geleiras, dos 2 lados de cada rua. Isso garante água para toda a cidade ser um oásis verde no meio do deserto árido desta região. O resultado fabuloso é que toda a cidade é bastante arborizada, com árvores altas que garantem sombra fresca nas calçadas. As ruas são largas e os prédios baixos, fazendo o centro desta cidade de quase 1 milhão de habitantes parecer um bairro pacato.

Há também um parque público enorme, praticamente do tamanho do centro inteiro de Mendoza, com pistas de caminhada, lago, restaurante, clube, etc. Este parque fica particularmente lotado depois das 21 horas quando o pessoal saido trabalho e a temperatura já está mais amena.

Este clima seco, quente e com baixíssima poluição faz do sol um agente mais traiçoeiro que as cidades do Brasil. Por ser uma cidade base para mochileiros que gostam de fazer trilha, o que mais vi foi gringo desavisado VERMELHO do sol. Mas veja bem, estou falando de vermelho rubro. O rosto parecia o diabo. Coisa de assustar!

A cidade ainda vive depois das 21 horas. Pela Plaza Independência (praça principal) e calçadão vários artesões expõe seus trabalhos até a meia noite. Os bares e restaurantes colocam parte de suas mesas nas calçadas embaixo das árvores que a esta hora proporcionam um ar fresco a ser aproveitado.

Além de tudo isso, Mendoza é o centro do vinho. São dezenas do “Bodegas”, ou seja, vinícolas na região. No menu de vinhos, ao invés dos vinhos serem separados pelo tipo de uva, são separados pelo nome da vinícola. Também existem algumas fábricas de azeite de oliva e aprendi um pouco do processo de elaboração.




Portal na Plaza Independencia.
Canais de irrigação fora da cidade (muito mais largos que os das ruas do centro)


Degustação de vinho na Bodega "La Rural"

Parreiras de uvas


A famosa Parrilla Argentina (nada demais, apenas um churrasquinho básico)


Ruas arborizadas no Parque da cidade.
Degustação de azeite de oliva! Hummmm

21 de janeiro de 2009

Travessia dos Andes

Achei fantástica a travessia Chile - Argentina. Para quem gosta de montanhas tem que fazer!
O chato foi a aduana: 1 hora e 30 na fila. É uma papelada sem fim e um monte de carimbos. Nossa, eles adoram carimbos! No final eu nem sabia mais o que mostrar aos vários fiscais dos diversos pontos de fiscalização: eu chegava e entregava todo o bolo de documentos. Pelo menos me trataram muito bem. Também, eu chegava já sorrindo, dando boa tarde e me fazendo de feliz. Acho que ajudou. hehehe
Mas sobre a estrada: é muito legal. Um monte de montanhas, neve no topo, rios de água de degelo, vales. NATUREZA!


Nosso carrinho chileno alugado...




Ponte do Inca. Hoje em dia não se pode passar por cima. A casa era usada no passado para banhos termais e também está fechada.


Montanhas, montanhas e túneis.



20 de janeiro de 2009

Valparaiso e Vina del Mar


Estas 2 cidades ficam "grudadas" uma na outra, de forma que é bastante dificil identificar onde começa uma e termina a outra. De forma macro, Valparaiso é uma cidade mais antiga, bonita pelas casas antigas tombadas. Eu gostei do estilo. É famosa também por ser a cidade de Pablo Neruda.

Casas, patrimonio histórico, de Valparaíso


O maior encantamento acaba ficando para Vina del Mar, uma cidade famosa também pelo apelido carinhoso de Cidade Jardim. Tudo é flor, arvores frondosas, ciclovias e praia. É muito fácil se achar na cidade. Além da referência do mar, as ruas principais são numeradase alinhadas simetricamente.

O mar do Pacífico é lindo, mas nada convidativo para um banho (pelo menos não para mim avessa a água fria). O calor é forte nesta época do ano e extremamente seco. Pegamos 28 graus na cidade.


Adorei os postes com vasos de flores pendurados. Por toda a cidade! Gente, isso dá um trabalho! Além deles trocarem estes vasos a cada 3 meses, tem que regar todo dia a noite pois não chove!




Em uma das praias de Vina del Mar.

Mar do pacífico - só o pézinho... ;-)




Tá, preciso fazer um parênteses quanto à lingua. Já tinha notado desde Punta Arenas e o guia também tinha advertido: os Chilenos não falam as palavras até o final! Pô, assim meu portunhol ficou complicado. hahaha Saudades do espanhol argentino... ;-)


No entanto, ficamos hospedados na casa de amigos do pai que já moraram no Rio de Janeiro meados de 1982. Falavam bom portunhol. São gente finíssima, adorei conhecê-los e acabei falando do Couchsurfing e o Manuel (pai da família) entrou no site. Ele adorou a idéia.




Família Cabrera: Liliana, Manuel, Pablo (filho mais velho), meu pai, minha mãe, Claudina (filha mais nova) e eu.


17 de janeiro de 2009

Puerto Montt e o Vulcão invisível

Mencionei que eu estava pé quente nesta viagem? Que tivemos um dos melhores tempos possíveis nas Falklands e também no Cabo Horn? Pois é, algo tinha que melar... Em Puerto Montt pegamos muita chuva e frio. Já era para estarmos fora do clima glacial, com temperaturas nesta região na faixa dos 24 ou 25 graus em janeiro, mas descemos em terra com o termômetro marcando 12 graus + vento + chuva. ai ai...

Contratamos uma excursão fora do navio, a 31 dólares por pessoa numa van com 16 lugares. Lotamos o carro com todos os parentes e amigos que estavam por perto. Fomos em regiões belíssimas como Frutillar, Puerto Varas e Parque Nacional Puyehue (com uma bela cachoeira). Porém, todas estas localidades teriam sido ainda mais fantásticas com sol e a visão magnífica do vulcão Osorno. Lamentavelmente ficou apenas nas imagens das fotos e posters (que estavam absolutamente por todos os lugares) a visão deste vulcão com pico nevado. Fazer o quê?!, terei então que voltar um dia para refazer este trajeto. ;-)

Puerto Varas

Cachoeira no Parque Nacional Puyehue

Mapa do Parque Nacional Puyehue

Tortas alemãs em Frutillar


Frutillar e o vulcão Osorno ao fundo. ;-)




16 de janeiro de 2009

Puerto Chacabuco

Pense numa cidade MUITO pequena e depois divida por 2. Assim é o tamanho de Puerto Chacabuco, um dos portos que atracamos.


De interessante mesmo diziam ter os parques e lagos no entorno (como o Simpson Valey), mas como o tempo estava chuvoso ficamos pela cidade. Mais precisamente pegamos um coletivo para irmos a Puerto Aysen, há 14 km de Chacabuco, uma cidade "menos pequena" que a que estávamos. Aysen parece uma cidade do velho oeste, com 2 ruas principais, casas "grudadas no chão" sem nenhuma elavação e carros velhos. Para se aproveitar de bom apenas a internet com o preço de menos de 1 dólar a hora. (diferente do navio que estou pagando $ 0,55 o minuto).
Pitoresco eram as muitas placas que existiam pela cidade indicando a rota de evacuação em caso de Tsunami! Ficamos sabendo que no ano passado as atividades de um dos vulcões da região ocasionou um tsunami que culminou na morte de 10 pessoas. Agora eles estão mais alertas...




Rota de evecuação para Tsunamis

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