8 de junho de 2017

Rafting no Grand Canyon - dia 2 de 6 (17/05/2017)


Dia 2:


Chamada para o café na primeira luz da manhã (por volta das 5 horas). E lá fui eu toda "a milanesa" de areia pegar o líquido preto para acordar. Entre a chamada de café (coffee) e a chamada para o café completo (breakfast), tínhamos a instrução de ir embalando tudo e nos arrumar. E comecei a me familiarizar com as logísticas: pega café, vai pro banheiro químico, vai pro arbusto para se trocar, embala sacolas, começa a carregar tudo para os botes.

O dia 2 foi frio e molhado. As corredeiras começaram a se mostrar divertidas e desafiadoras, mas a água fria do rio e o vento forte me faziam tremer (mesmo com jaqueta e calça a prova de vento e água). De alguma forma as ondas que batiam no bote e no meu corpo eram tão fortes que a água gélida penetrava por tudo. Eu tremia horrivelmente.

Todos os dias ficávamos no bote em média 6 horas por dia, tínhamos parada para almoço no meio disso (normalmente sanduíche ou um wrap), e 2 horas de trekking também (opcional, mas que fiz todos!).

O segundo dia foi especialmente difícil para mim. Com muito frio e extremamente molhada, tive dores nas costas fortes nem tanto pelo exercício, mas pela rigidez muscular causada pelo frio.

O momento da parada para a trilha ajudou a "esquentar". Fizemos o "North Canyon" (milha 20 do rio) no meio do dia.

E a pressa na chegada do acampamento do dia 2 foi grande. Tentei me agilizar o quanto foi possível para logo descer do bote com uma tralha mínima para "garantir" um lugar bom de camping marcando o local escolhido com as sacolas. Imediatamente também tomei a decisão que montaria minha barraca desta vez e foi uma decisão das mais sábias: logo que terminei de montar a barraca começou uma chuva que perdurou noite adentro. Acabei ficando ainda mais molhada pois fui ajudar os que não tinham montado as suas barracas, para que não tivessem tanta coisa molhada no fim.

Ainda antes do jantar fizemos mais uma trilha já que a chuva parecia que ia parar (mas não!), desta vez no "South Canyon" (milha 32), no mesmo lugar de nosso acampamento. Nesta trilha pudemos ver várias inscrições rupestres e ruínas deixadas pelos antigos índios que habitaram a região.

O jantar foi preparado em baixo de sombrinhas que me prontifiquei a segurar para ficar perto do fogo. Ali fiquei pelo menos 1 hora, mas ainda com frio. Ganhei a cortesia de uma pequena dose de whisky para me aquecer. E eu contei cada minutos para o jantar ficar pronto e me enfiar na barraca.

Neste fim de noite, com roupa molhada pendurada até dentro da barraca para ver se secavam, eu me perguntei: "o que estou fazendo aqui???" A dor nas costas era tanta que peguei até uma pedra para colocar por baixo do corpo e ver se conseguia me auto-massagear. Frio, dor, pés já estourados de tanto ficar na água fria e a solidão na barraca... E pensei: "ainda bem que ninguém quis vir comigo e que eu escolhi o pacote de 6 dias (o menor). Quanta tortura!"


Meu cantinho. Roupas deixadas penduradas do lado de fora na esperança que a chuva parasse e elas secassem.

Inscrições rupestres nas pedras do Grand Canyon.

"Escalaminhada" no South Canyon.



Frio e chuva no Grand Canyon e eu tentando sorrir... hehehe



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