29 de setembro de 2010

Esfahan (ou Isfahan)


Quem leu o livro “O Físico” (The Physician), de Noah Gordon, já ouviu falar desta cidade, uma vez que é bastante citada na obra. Na Idade Média, Esfahan era considerada a cidade mais avançada na área da medicina, entre tantos outros avanços que a Pérsia se tornou referência.

Imam Square: lindos jardins, charretes, lojas e mesquitas.

Sem dúvida a cidade mais linda, limpa e agradável do Irã. Nela destaca-se a Imam Square (praça do Imam), ou Naqsh-e Jahan Square, a segunda maior praça do mundo! Linda para fotos, super astral para piqueniques (uma tradição iraniana) e conveniente para compras. É a cidade perfeita para você terminar seu roteiro pelo Irã.

No quesito arquitetura destacam-se os minaretes: torres altas construídas nas mesquitas e que servem tanto para mirante quanto para o anúncio das 5 chamadas diárias para oração (chamadas estas quase musicais e que dão o toque final ao clima islâmico presente em cada detalhe). Toda esta arquitetura é recoberta por pequenos azulejos azuis, talhados cuidadosamente para formar pequenos desenhos geométricos. 




Detalhes da arquitetura de uma das mesquitas.




Bazar e suas abóbadas por onde entra a luz do sol.

"Grudado" na praça do Imam há um grande bazar com corredores que mais parecem labirintos. São vários quilômetros de lojinhas vendendo especiarias, roupas, ferramentas e badulaques. Sem brincadeira: para poder sair de lá, tivemos que, em várias bifurcações, pedir informações através de gestos e tentativas patéticas para pronunciar algumas palavras em Farsi (ninguém lá dentro falava inglês). Uma boa diversão!

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Em Esfahan há também várias pontes que são atrações turísticas. Estas são especialmente lindas a noite, com suas iluminações dirigidas!


        
Ponte Kahju (uma das mais famosas) - Ano: 1650




 
Ponte Shahrestan (a mais antiga) - Século XIV
    

    
Na parte de baixo da ponte Kahju.

 
 
Ponte Si-o-Seh com seus 33 arcos - Ano: 1602 d.C.


Nada ficou a desejar nesta bela cidade, exceto pelos taxistas que eram em sua maioria picaretas. ;-)
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27 de setembro de 2010

A internet no Irã


Com a ajuda de guias de viagem como o Lonely Planet, é possível encontrar alguns (poucos) estabelecimentos que fornecem acesso a Internet por hora nas principais cidades do Irã. Parece ser um negócio que está em expansão.
No entanto, ainda é relativamente frequente a Internet "cair" em alguns períodos e sites como Orkut, Facebook e blogs são censurados.
Além disso, os teclados possuem as teclas em posições distintas das que conhecemos e não adianta procurar: não há qualquer tipo de acentuação. O resultado fica péssimo para quem quer publicar algo em português (eu, por exemplo, assim que retornei da viagem reeditei alguns textos deste blog que estavam péssimos para se entender). ;-P

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Curiosidade: Vendas de lenços de papel em alta no Irã

Acredito que a venda de caixinhas de lenços de papel por número de habitantes no Irã deva ser bastante alta. Não que a população tenha muitos resfriados, mas curiosamente eles as utilizam especialmente como guardanapos nos restaurantes.
No início pensei ser algo pontual, mas ao longo da viagem percebi que todos os estabelecimentos que serviam comida tinham como guardanapos as caixinhas de lenços. Então tudo bem, a gente se adapta tranquilamente (até porque são bastante macios), mas é estranho quebrar um conceito de utilidade.

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