21 de outubro de 2009

Chapada dos Veadeiros no feriadão de 12/10

Eu não sabia, mas quando chegar o fim do mundo, a grande catástrofe apocalíptica prevista para dezembro de 2012 por várias antigas religiões e civilizações (especialmente a Maia), o local seguro para se estar é Alto Paraíso, uma pequena cidade encravada na Chapada dos Veadeiros/ Goiás. Quem quiser comprar um terreninho neste local, terá que desembolsar boas quantias, pois a especulação imobiliária está correndo solta por lá, já que há um grande grupo de pessoas procurando um lugar no "Paraíso".

Somado a isso, o local também é famoso para contatos com extraterrestre (sim! ETs!!). Sei lá por que motivo, o "Paraíso" também atrai nossos amiguinhos de outros planetas. (para deleite do meu amigo Valdemar zoar muito comigo)

A consequência destes fatos é que a cidade de Alto Paraíso e a pequeníssima São Jorge (colada na entrada do parque da chapada) são tomadas por cartomantes, massagistas, adeptos da yoga, cristais energéticos, entre outros, somado ao clima hippie e hindu de vestimentas, vegetarianismo e fumo de todos os tipos.

Ressalto não haver qualquer preconceito na descrição acima, até porque para muitos itens sou bastante simpatizante. ;-) E fiquem vocês com a dúvida de que itens... hahaha

O objetivo da descrição é apenas contextualizá-los do clima que é encontrado por lá. Eu e o Rafael nos hospedamos em São Jorge. Uma cidade de poucas ruas de terra, onde restaurantes e pequenas lojinhas alternativas podem ser visitadas a pé.

Na Chapada dos Veadeiros fizemos a trilhas dos Cânions. Vale a pena neste local levar câmera a prova d'água, pois o principal cânion só é visto nadando um trecho em um lago formado pela linda cachoeira que desce por entre as grandes rochas.
Rafael na entrada da parque.

A vegetação é baixa e diferente de nossas florestas tropicais, afinal estamos no cerrado. Importante é não esquecer do filtro solar e de um bom boné/ chapéu.



Alguns momentos na trilha e nos cânions.


Rafael de costas indo para a Cahoeira das Cariocas.


Turma que participou da trilha. 
Da esquerda para a direita: Caio, Daniel, Carlos, Marcelo Formiga, Rafael e eu.

5 de outubro de 2009

Faltou divulgar...

Em maio, ganhei o concurso cultural: Corrida de aventura é tudo!, organizado pela CURTLO, Pisa Trekking e site Adventuremag com apoio do circuito Adventure Camp, da revista Go Outside e da editora Kalapalo.

Ganhei de prêmio uma expedição para a Serra da Mantiqueira (localizada entre SP, RJ e MG). Porém este ano a data de ida era justamente no dia do casamento da minha irmã! Os organizadores disseram que em 2010 eu poderei usar o prêmio! Ebaaaaaa

Para verem o relato e algumas fotos, seguem os links abaixo.

http://www.curtlo.com.br/comunidade/item27766.asp

http://www.adventuremag.com.br/promocao_relatos/texto_vencedor.php
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2 de outubro de 2009

Pague 1, leve 5.

Desde agosto, tenho mantido uma boa rotina na ponte aérea, especialmente no trajeto Florianópolis X Brasília X Florianópolis, já que o Rafael (meu marido) está iniciando sua carreira na capital do nosso país. Enquanto as coisas se ajustam para o casal, estou conhecendo detalhadamente nossas maiores companhias aéreas TAM e GOL e suas grandes falhas.
Porém neste último domingo, dia 27, a experiência foi das mais intensas:

Nunca passei e nunca ouvi falar de situação de terror similar que passei no avião. O dia também ajudou: ocorria mais uma das famosas tempestades no sul do país com chuva de pedras e neblina e que se abateu por Floripa. Resumo da história:

- estava num vôo GOL Guarulhos - Florianópolis que chegaria pouco antes da meia noite.
- na hora do pouso, MUITA turbulência e 3 tentativas de pouso fracassadas. Todas as vezes aquele horror quando o avião arremete, com a chuva, vento e neblina.
- o piloto decide voltar a SP.
- Em SP, não nos liberam para descer. Resolvem abastecer para voltar a Florianópolis NOVAMENTE! A notícia dada era que o tempo tinha melhorado em Florianópolis.
- Trocam o piloto para ver se o "novo" consegue pousar.
- Novas tentativas de fracasso em Florianópolis (2 vezes), deixando todos transtornados, pois o clima estava AINDA PIOR! Não havia visibilidade alguma.
- o novo piloto decide voltar a SP NOVAMENTE!
- Ou seja, fiz o trajeto GRU-FLN 4 vezes nesta madrugada quase em pânico.

Ficaram "brincando" com os passageiros nestas tentativas. Tinha gente chorando, rezando, enjoando, etc. Acho que não queriam cancelar o vôo devido aos custos e nos colocaram numa situação apavorante. Eu olhava pro avião no escuro daquela noite e achava que eu estava em um filme de terror. Chegando em GRU para finalmente descermos (ninguem tinha condições psicológicas para novas tentativas), aquela confusão básica no guiche da GOL, com centenas de pessoas querendo uma conexão ou um hotel e apenas 1 atendente!!! A mocinha estava ouvindo todos os tipos de "elogios". Soube depois que deram prioridades de encaixes a idosos e famílias com crianças de colo para os vôos da manhã (míseras 7 vagas). Eu fui no vôo das 17:10. Eu nem sei o que deu no aeroporto da confusão que se instalou por lá, pois deram hotel apenas para quem estava em conexão (meu caso, já que estava voltando de Brasília) e o "povo" queria nos impedir de aceitar o que estavam oferecendo. Mas eu não estava em condições de batalha e só queria sair dali. Cheguei no hotel apenas às 6:30 da manhã, exausta psicologicamente e enjoada de tanto balanço. Dormi durante o dia aguardando o horário para a última tentativa do dia para ir a Floripa.

No final das contas 1 trecho de 53 minutos durou horas e horas. Fiz o trajeto 5 vezes.

E depois não entendem por que eu não gosto de voar...
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