22 de janeiro de 2009

Mendoza

36 graus e nada de vento. Isso justifica o horário de funcionamento do comércio: das 9 às 13 horas e depois só reabre as 17 para fechar às 21 horas. Neste período entre turnos é realmente muito quente no verão.

Eu tinha pouca expectativa com a cidade, mas logo de cara quase “tropecei” em algo peculiar e bastante engenhoso: os canais de irrigação que circulam por toda a cidade. São canais abertos, como “valas” simpáticas de água limpa vinda das geleiras, dos 2 lados de cada rua. Isso garante água para toda a cidade ser um oásis verde no meio do deserto árido desta região. O resultado fabuloso é que toda a cidade é bastante arborizada, com árvores altas que garantem sombra fresca nas calçadas. As ruas são largas e os prédios baixos, fazendo o centro desta cidade de quase 1 milhão de habitantes parecer um bairro pacato.

Há também um parque público enorme, praticamente do tamanho do centro inteiro de Mendoza, com pistas de caminhada, lago, restaurante, clube, etc. Este parque fica particularmente lotado depois das 21 horas quando o pessoal saido trabalho e a temperatura já está mais amena.

Este clima seco, quente e com baixíssima poluição faz do sol um agente mais traiçoeiro que as cidades do Brasil. Por ser uma cidade base para mochileiros que gostam de fazer trilha, o que mais vi foi gringo desavisado VERMELHO do sol. Mas veja bem, estou falando de vermelho rubro. O rosto parecia o diabo. Coisa de assustar!

A cidade ainda vive depois das 21 horas. Pela Plaza Independência (praça principal) e calçadão vários artesões expõe seus trabalhos até a meia noite. Os bares e restaurantes colocam parte de suas mesas nas calçadas embaixo das árvores que a esta hora proporcionam um ar fresco a ser aproveitado.

Além de tudo isso, Mendoza é o centro do vinho. São dezenas do “Bodegas”, ou seja, vinícolas na região. No menu de vinhos, ao invés dos vinhos serem separados pelo tipo de uva, são separados pelo nome da vinícola. Também existem algumas fábricas de azeite de oliva e aprendi um pouco do processo de elaboração.




Portal na Plaza Independencia.
Canais de irrigação fora da cidade (muito mais largos que os das ruas do centro)


Degustação de vinho na Bodega "La Rural"

Parreiras de uvas


A famosa Parrilla Argentina (nada demais, apenas um churrasquinho básico)


Ruas arborizadas no Parque da cidade.
Degustação de azeite de oliva! Hummmm

21 de janeiro de 2009

Travessia dos Andes

Achei fantástica a travessia Chile - Argentina. Para quem gosta de montanhas tem que fazer!
O chato foi a aduana: 1 hora e 30 na fila. É uma papelada sem fim e um monte de carimbos. Nossa, eles adoram carimbos! No final eu nem sabia mais o que mostrar aos vários fiscais dos diversos pontos de fiscalização: eu chegava e entregava todo o bolo de documentos. Pelo menos me trataram muito bem. Também, eu chegava já sorrindo, dando boa tarde e me fazendo de feliz. Acho que ajudou. hehehe
Mas sobre a estrada: é muito legal. Um monte de montanhas, neve no topo, rios de água de degelo, vales. NATUREZA!


Nosso carrinho chileno alugado...




Ponte do Inca. Hoje em dia não se pode passar por cima. A casa era usada no passado para banhos termais e também está fechada.


Montanhas, montanhas e túneis.



20 de janeiro de 2009

Valparaiso e Vina del Mar


Estas 2 cidades ficam "grudadas" uma na outra, de forma que é bastante dificil identificar onde começa uma e termina a outra. De forma macro, Valparaiso é uma cidade mais antiga, bonita pelas casas antigas tombadas. Eu gostei do estilo. É famosa também por ser a cidade de Pablo Neruda.

Casas, patrimonio histórico, de Valparaíso


O maior encantamento acaba ficando para Vina del Mar, uma cidade famosa também pelo apelido carinhoso de Cidade Jardim. Tudo é flor, arvores frondosas, ciclovias e praia. É muito fácil se achar na cidade. Além da referência do mar, as ruas principais são numeradase alinhadas simetricamente.

O mar do Pacífico é lindo, mas nada convidativo para um banho (pelo menos não para mim avessa a água fria). O calor é forte nesta época do ano e extremamente seco. Pegamos 28 graus na cidade.


Adorei os postes com vasos de flores pendurados. Por toda a cidade! Gente, isso dá um trabalho! Além deles trocarem estes vasos a cada 3 meses, tem que regar todo dia a noite pois não chove!




Em uma das praias de Vina del Mar.

Mar do pacífico - só o pézinho... ;-)




Tá, preciso fazer um parênteses quanto à lingua. Já tinha notado desde Punta Arenas e o guia também tinha advertido: os Chilenos não falam as palavras até o final! Pô, assim meu portunhol ficou complicado. hahaha Saudades do espanhol argentino... ;-)


No entanto, ficamos hospedados na casa de amigos do pai que já moraram no Rio de Janeiro meados de 1982. Falavam bom portunhol. São gente finíssima, adorei conhecê-los e acabei falando do Couchsurfing e o Manuel (pai da família) entrou no site. Ele adorou a idéia.




Família Cabrera: Liliana, Manuel, Pablo (filho mais velho), meu pai, minha mãe, Claudina (filha mais nova) e eu.


17 de janeiro de 2009

Puerto Montt e o Vulcão invisível

Mencionei que eu estava pé quente nesta viagem? Que tivemos um dos melhores tempos possíveis nas Falklands e também no Cabo Horn? Pois é, algo tinha que melar... Em Puerto Montt pegamos muita chuva e frio. Já era para estarmos fora do clima glacial, com temperaturas nesta região na faixa dos 24 ou 25 graus em janeiro, mas descemos em terra com o termômetro marcando 12 graus + vento + chuva. ai ai...

Contratamos uma excursão fora do navio, a 31 dólares por pessoa numa van com 16 lugares. Lotamos o carro com todos os parentes e amigos que estavam por perto. Fomos em regiões belíssimas como Frutillar, Puerto Varas e Parque Nacional Puyehue (com uma bela cachoeira). Porém, todas estas localidades teriam sido ainda mais fantásticas com sol e a visão magnífica do vulcão Osorno. Lamentavelmente ficou apenas nas imagens das fotos e posters (que estavam absolutamente por todos os lugares) a visão deste vulcão com pico nevado. Fazer o quê?!, terei então que voltar um dia para refazer este trajeto. ;-)

Puerto Varas

Cachoeira no Parque Nacional Puyehue

Mapa do Parque Nacional Puyehue

Tortas alemãs em Frutillar


Frutillar e o vulcão Osorno ao fundo. ;-)




16 de janeiro de 2009

Puerto Chacabuco

Pense numa cidade MUITO pequena e depois divida por 2. Assim é o tamanho de Puerto Chacabuco, um dos portos que atracamos.


De interessante mesmo diziam ter os parques e lagos no entorno (como o Simpson Valey), mas como o tempo estava chuvoso ficamos pela cidade. Mais precisamente pegamos um coletivo para irmos a Puerto Aysen, há 14 km de Chacabuco, uma cidade "menos pequena" que a que estávamos. Aysen parece uma cidade do velho oeste, com 2 ruas principais, casas "grudadas no chão" sem nenhuma elavação e carros velhos. Para se aproveitar de bom apenas a internet com o preço de menos de 1 dólar a hora. (diferente do navio que estou pagando $ 0,55 o minuto).
Pitoresco eram as muitas placas que existiam pela cidade indicando a rota de evacuação em caso de Tsunami! Ficamos sabendo que no ano passado as atividades de um dos vulcões da região ocasionou um tsunami que culminou na morte de 10 pessoas. Agora eles estão mais alertas...




Rota de evecuação para Tsunamis

14 de janeiro de 2009

Navegando...

Alguns amigos me perguntaram o que se faz num navio...Todo dia a noite recebemos um jornal com a programacao do dia seguinte.Neste cruzeiro da Norwegian senti falta de mais programacoes "latinas". No cruzeiro que fiz com a Costa era mais divertido.Mas, pode-se assistir a palestras de historia (geralmente sobre a regiao que estamos visitando), tem bingo, casino, aulas de danca, e toda a noite tem um show diferente (musicais, dancas, magicos, opera, comedia,...). Alem disso, os navios contam com estruturas permanentes com biblioteca, internet, piscina e jacuzzis (porem neste cruzeiro está demasiadamente frio para isso), duty free, bares e restaurantes.

Teatro.

Shopping

Casino


Academia


Piscinas e jacuzzis


Pegamos uma boa tempestade ontem. O navio balancava bastante. Muitas pessoas enjoaram e os restaurantes estavam vazios. Nestas ocasioes espalham saquinhos de vomitos para todos os lados. hehehe Os mais previnidos tomaram remedio antes. Eu tenho a sorte de nao ter nenhum problema com isso e passo super bem, sem precisar me medicar. Ate gosto do balanco. ;-)

13 de janeiro de 2009

Punta Arenas

Punta Arenas se diz a cidade mais ao sul do Mundo, devido ao número de habitantes superior ao de Ushuaia. Tudo é questão de marketing, pois na verdade Ushuaia é a mais famosa neste sentido.
Esta cidade, localizada nas margens do canal de Magalhães, é muito associada ao desbravador Fernando de Magalhães. Na praça principal (Plaza de Armas) há uma enorme estátua deste navegador.

Estatua de Fernando de Magalhães, herói da cidade de Punta Arenas.


Assim como nas ilhas Falkland, os telhados da maioria das casas é colorido, predominando o vermelho.
Há também aqui uma zona franca, com galpões enormes vendendo eletrônicos, roupas, carros (!) e equipamentos de montanhismo.

Voltando ao fato do principal motivo turístico desta cidade ser o canal de Magalhães, contratei um caiaque no próprio canal. A excursão contava com caiaques oceânicos para 2 pessoas, acompanhamento de uma lancha motorizada e um guia num caiaque individual e outro num duplo com uma turista solitária.

Não vou dizer que este foi um passeio bonito, pois esperava estarmos remando em uma passagem mais estreita e infelizmente remamos numa área bastante afastada da outra margem, iniciando muito perto do porto (área urbana). Quando a paisagem estava se tornando mais desértica, sem a presença do “homem branco”, era hora de voltar. Foram 2 horas de caiaque. Por outro lado o marco histórico de remar numa das passagens marítimas mais famosas valeu. Recebemos até certificado, com temperatura e velocidade do vento da ocasião. Hehehe Se é que você leitor vê isso como algo importante.

No retorno para o ponto de partida (uma choupana de madeira simpática, porém com uma pele de animal pendurada na parede que não me agradou), fomos recebidos com salgadinhos, cerveja e PISCO SAUER liberado. Eu que estava com sede, sequei 3 taças e voltei feliz da vida para o navio. A cidade de Punta Arenas até pareceu mais divertida no retorno.





Prontos para ir para a lua...

Eu e papai no Canal de Magalhães.

Visão do meu caiaque para o caiaque de Nanda e Nando.

Fim do passeio. Comemoração com muito PISCO SAUER.

12 de janeiro de 2009

Os Glaciais - Beagle Channel (Canal de Beagle)

Diz meu pai que 13 anos atrás, quando ele esteve nesta mesma região navegando, os glaciais estavam muito maiores. Fiquei triste, pois provavelmente em mais alguns anos nada mais restará.
Apesar da informação triste, eu adorei poder vê-los. LINDOS! De vários tipos: com gelo terminando no mar, com gelo terminando no alto e descendo uma cascata, mais largos, outros mais compridos... LINDOS e AZUIS!
Um dos únicos glaciais que ainda permanece encostando na água do mar...
Eu ao lado do glacial que considerei um dos mais lindos.
Divisão das águas: não é o rio Amazonas mas parece! A água do degelo dos glaciais é mais branca que a do mar.

Para quem não sabe o gelo "eterno" é de cor azul.
Estou louca para colocar as fotos aqui para vocês verem! Claro que nada se compara com a visão de 360 graus, mas dá para se ter uma idéia!
Estes majestosos glaciais puderam ser apreciados quando navegamos pelo Canal de Beagle, a partir de Ushuaia, passando pela majestosa "Avenida dos Glaciares" onde cada um possui um nome diferente: Espanha, Romanche, Alemanha, Itália, França e Holanda.
Nada pessoal, mas o meu preferido foi o "Alemanha". Depois mostro as fotos!

Ushuaia - Terra do Fogo

Esta cidade, localizada no “fim do mundo” foi na verdade criada quando aqui se construiu uma prisão. Contam que os prisioneiros que conseguiam fugir, acabavam por voltar voluntariamente a prisão pela falta de possibilidade de chegarem em terras menos hostis e pela fome. Dizem também que o único prisioneiro que não retornou foi homenageado atribuindo seu nome à um rio da região, porém a explicação macabra é que seu corpo havia sido encontrado ao lado deste mesmo rio.

O fim da linha... O fim do mundo...
Vista de parte da cidade de Ushuaia

Isso explica um pouco da severidade do clima nesta região.
Outras curiosidades do amadorismo do ser humano é a tentativa de inserção de espécies não nativas na região. Como havia muitos índios na região e o homem branco já dominava o local, para ajudar os nativos a se alimentarem trouxeram alguns pares de coelhos para Ushuaia. Em pouco tempo os coelhos tornaram-se pragas pela rapidez na reprodução. Para tentar solucionar o problema, trouxeram raposas cinzas do Canadá que neste locais comiam coelhos. Porém estas avaliaram ser mais interessante comer as ovelhas dos pastos, pois são mais lentas, facilitando a caça. Problema criado a mais para os pastoreiros. Ocorre também que as raposas vermelhas, originais da região, estão ficando em menor proporção devido a competição de espaço.
Outro problema ambiental advindo de algum “cabeça de bagre” foi que trouxeram 25 castores para a região para fomentar o comércio com a venda da pele. Estes animais reproduziram-se tanto que estima-se existirem atualmente 250 mil castores em Ushuaia e arredores. O governo paga para as pessoas caçarem estes animais visto que o problema ambiental é gravíssimo: o número de corte de arvores por estes animais é enorme sem falar dos diques que constroem, criando lagos e secando rios na região.

Parque Nacional Terra do Fogo
Para fazer algo diferente na região contratei um passeio de canoa no parque nacional. Foi ótimo. A canoa era inflável, estilo “duck”, para 3 pessoas. Comigo foi o Fernando e seu pai e na outra canoa foi meu pai, Nanda e o guia. O trajeto era rio abaixo, pouca corredeira e uma paisagem maravilhosa, com picos nevados, remansos, flora belíssima, patos, aves. Perto do final do passeio, já em águas mais profundas e perto do mar (água salobra) um visitante chegou para nos saudar ao lado de minha canoa: um gorducho leão marinho! Fungou ao nosso lado, mostrou o rosto, depois virou a barriga para cima e sumiu nas águas gélidas e limpas. Isso é a coisa mais gratificante que pode existir: ver a natureza no seu habitat natural, nos saudando com toda a simpatia de um simpático leão marinho! :-)))

Eu, "seu" Varela e Fernando

Papai e eu na parada para descanso, tomar água e tirar água do bote (ou da bexiga para os mais apurados)

Passando por uma pequena ponte no caminho. Eu estou na frente do bote.

O guia, Nanda e meu pai no outro bote.

Euzinha no bote e ao fundoas montanhas nevadas.
Nosso bote descansando

Dicas para o parque nacional da Terra do Fogo:
  • Procure chegar antes das 8 da manhã, quando a entrada de 50 pesos por pessoa não é cobrada. Há uma tacha para carros também.

  • A distância da entrada até o parque propriamente dito é bastante grande (acredito que alguns quilômetros), então se estiver a pé prepare-se para caminhar ou peça carona.

  • Há 4 campings dentro do parque (organizados e livres) e a entrada é cobrada apenas uma vez caso o turista resolva sair para comprar mantimentos.

  • Apesar do nome “camping organizado” eu fiquei bastante decepcionada com a falta de limpeza dos banheiros. Caótico!

11 de janeiro de 2009

Cabo Horn

Há uma tradição ao navegar pelo Cabo Horn pela primeira vez: o batismo. Assim como os que cruzam a linha do Equador pela primeira vez devem passar por um batismo (podendo variar desde um simples cerimonial a um verdadeiro trote com as mais variadas pegadinhas), os que passam por esta parte do mundo são batizados.
Aqui, num cruzeiro de luxo, naturalmente não ocorreu nada de muita sacanagem. O batismo foi uma concha de água do mar na cabeça, como um batismo de igreja. Porém imaginem o frio e o vento que estava! Era insuportavelmente frio e era necessário segurar-se muito bem nos corrimões externos para não ser levado pela ventania. Não preciso nem comentar o vestuário. Eu tive que tirar os brincos das orelhas da força do vento! Estavam quase sendo arrancados.
Apesar desta experiência, o comandante nos avisava pelo auto-falante que estávamos com sorte e poderíamos circunavegar toda a ilha do Cabo Horn. E assim foi feito.

Um pouco de geografia e história:
O cabo Horn é uma das passagens marítimas mais violentas do globo terrestre. É o local onde as correntes marítimas do Atlântico e do Pacífico se encontram e onde não há na mesma latitude terras que amenizem os ventos. Além disso, também há a forte influência dos ventos vindos da Antártica, resultando em uma área onde em poucos minutos uma calmaria transformar-se rapidamente em enormes tempestades. Nesta passagem ainda há inúmeras ilhas e rochas que ao longo da história marítima provocaram o naufrágio de centenas de embarcações.
Hoje em dia, com a tecnologia marítima aprimorada (GPS, sonares, comunicação via satélite, etc), pode-se enfrentar esta natureza selvagem até mesmo com um navio de turistas, porém sempre com muita, mas muita cautela.
O Cabo Horn foi descoberto pelos Holandeses que procuravam uma passagem livre do Atlântico para as Índias. O Cabo da Boa Esperança na África estava de “posse” dos portugueses e o Estreito de Magalhães (ano 1520) no sul da América do Sul era dos Espanhóis.

9 de janeiro de 2009

Falkland Island ou Islas Malvinas?

Vista Do navio da cidade de Stanley


Ir às ilhas Falkland é praticamente desmistificar um mito. Afinal, um arquipélogo de inúmeras ilhas tão disputadas por nossos vizinhos Argentinos, porém com um valor real questionável para justificar a morte de tantos soldados por estas terras secas, fria e de mar bravio. Por outro lado, a localização geográfica estratégica justifica muita coisa...
Chegada na ilha.

Eu não sabia, mas há pelo menos 2 séculos a Inglaterra ocupa estas terras e conhecendo o local fica difícil apoiar a Argentina, visto que a ilha é praticamente o “interior” da Inglaterra. Tudo lá é absolutamente inglês, desde o sotaque até os produtos do supermercado, a arquitetura, a comida, o trânsito na contramão, entre outros detalhes. Praticamente metade da população local de 2379 habitantes nasceu nestas 2 ilhas grandes, circundadas de inúmeras ilhas pequenas. Como poderiam os Argentinos expulsar os habitantes locais e refazer tamanha comunidade sem criar um drama de enorme proporção? Penso que o que está feito está feito! Não há mais o que se discutir.

Telefones londrinos


Mas falando sobre a minha visita, eu estou mesmo com MUITA sorte. O dia do desembarque estava fabuloso, com pouco vento e sol! A temperatura local estava em torno de 12 graus. Ótimo para o máximo de 15 graus já registrado nestas ilhas! De longe é muito bonito ver a cidade, pois os telhados são pintados de cores muito vibrantes, entre elas: vermelho, amarelo, verde e azul. Isso acrescenta uma atmosfera mais alegre ao local monocolor. Porém estaria sendo muito restrita na descrição se não mencionasse os lindos jardins floridos das casas, bem como hortas! Sim, acredito que a maioria das casas possui hortas de vegetais em suas casas, bem como uma estufa para os períodos de inverno intenso.

Arquitetura da cidade.


A comunidade vive da pesca e da criação de ovelhas (cerca de 600 mil ovelhas!). O turismo está se desenvolvendo na região e já somam 9 o número de estabelecimentos para hospedagem (entre pousadas, hotel e hostel).
O local é fascinante para os amantes da natureza. O forte da região são as aves (região onde se pode avistar os maiores albatrozes do mundo), mas há vários tipos de pingüins e com um pouco de paciência é possível esperar para avistar orcas, focas, elefantes marinhos, entre outras espécies.

8 de janeiro de 2009

Pinguins - Me Encanta!


Esta cidade portuária não é necessariamente a atração turística principal, muito pelo contrário.

Não há muito que se fazer por aqui, além de contratar um passeio para as reservas ecológicas no entorno. Eu queria ir à maior colônia de pingüins fora do continente Antártico e é daqui que se chega lá. O local, de nome Punta Tombo, fica há cerca de 2 horas e meia de Puerto Madryn. O preço da excursão contratada do navio custaria em torno de 160 dólares (por pessoa) num grupo de 40 pessoas, mas em terra, saindo do porto, consegui uma operadora por 80 dólares, com guia falando “portunhol” muito bom e com um grupo menor com apenas 17 pessoas numa van exclusiva. Portanto fica aí a dica: se possível não contratem os passeios do navio. Naturalmente para quem não deseja correr riscos, fiquem com a segurança das pré-contratações.

Estima-se que em Punta Tombo existam cerca de 750 mil a 1 milhão de pingüins, entre casais, “solteiros” e filhotes. Os filhotes diferem-se pela penagem (mais alta e flufi, parecendo uma pelúcia) e as asas são mais compridas, chegando a encostar no chão. Também ficam “piando” pedindo comida aos pais de uma forma muito querida.






Nesta época que chegamos a maioria dos filhotes já estava com 1 mês de idade, mas já chegavam quase a altura dos adultos. Crescem muitíssimo rápido.

Pinguim adulto e filhotes

Eu achei o local adorável. Foi incrível ver tantos pingüins juntos, nas tocas, caminhando daquele jeito engraçado ou nadando. Para os amantes da natureza uma visão de encher os olhos. Totalmente único!

Curiosidades gerais sobre os pinquins:

  • São monogâmicos;

  • O macho faz o ninho;

  • Machos solteiros podem tentar “roubar” o ninho, para cativar a “pinguina” para o seu lado. Cabe a fêmea decidir se permanece com o antigo macho (eventualmente sem a moradia) ou se fica com o macho que se apropriou do ninho.

  • Normalmente os machos que fizeram o ninho vencem a luta pela morada. (UFA! Há uma justiça divina nesta briga)

  • Caso em uma temporada o casal perceba não ser fértil, então na próxima eles trocam de parceiros.

  • Pinguins Magalhanes são bem menores que os Imperadores (que são originais da Antartica). Podem colocar de 1 a 3 ovos, sendo o normal 2.
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